Ataque à operadora de telecom afeta governo da Colômbia

Ataque hacker à operadora de telecomunicações IFX Networks interrompeu as operações do Poder Judiciário, Ministério da Saúde e da Superintendência da Indústria e Comércio, entre outros órgãos do governo colombiano
Da Redação
15/09/2023

Um ataque cibernético de grandes proporções à operadora de telecomunicações IFX Networks na Colômbia interrompeu as operações do Poder Judiciário, Ministério da Saúde e da Superintendência da Indústria e Comércio, entre outros órgãos do governo daquele país. O hack à operadora, que está presente em 16 países latino-americanos, afetou outros países como Chile, Argentina e Panamá. Relatos dão conta que mais de 700 empresas foram atingidas na região.

De acordo com a imprensa colombiana, o ataque teria começado na terça-feira, 12, mas todos os serviços já foram suspensos até o dia 20. Notícias também dão conta que mais de 2 milhões de processos judiciais estão inacessíveis.

“O tamanho e a extensão desse ataque mostram como a América Latina ainda não está preparada para ataques cibernéticos sofisticados. Mesmo a provedora dos serviços de telecomunicações tendo proteção, empresas e órgãos públicos colombianos deveriam, também, garantir que os dados sensíveis estivessem protegidos”, observa Alvaro de Almeida, diretor comercial da Evolutia, empresa de cibersegurança que atua na América do Sul. 

“Infelizmente nossa prática diária mostra que a segurança ainda não é uma prioridade e as condições econômicas acabam empurrando as empresas para soluções baratas e que não garantem a proteção para esse novo cenário. Grupos de criminosos virtuais atuam com o mesmo nível de organização que empresas – e com acesso à tecnologia de ponta. Resumindo: ainda seguimos tentando tapar o sol com a peneira”, aponta o especialista.

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Relatório da IBM divulgado no começo deste ano aponta que o sequestro de dados, ou ransomware, é o maior vetor de ataques na América Latina, representando 32% dos casos. Embora números apontem uma queda no número de ataques desse tipo, o ransomware segue sendo uma ameaça potencial para o países latino-americanos. 

Outro relatório, divulgado pelo Fortiguard Labs, aponta que o Brasil registrou um total de 23 milhões de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro semestre. Na sequência estão o México, com 14 bilhões, Venezuela, com 10 bilhões, e Colômbia, com 5 bilhões de ataques. Ao todo, a América Latina registrou mais de 63 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no período.

“A única possibilidade de garantir a proteção nesse contexto é atualizar as soluções de segurança, adotando tecnologias que já usam inteligência artificial e que são capazes de identificar, prevenir e remediar ataques sofisticados, que unem técnica e engenharia social. É a única maneira de combater os crimes cibernéticos – e evitar que situações dessa magnitude, e que comprometem milhões de dados de pessoas físicas caiam nas mãos de criminosos”, finaliza Almeida.

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