Um terço dos CISOs de tecnologia se diz insatisfeito com salário

Da Redação
09/05/2024

Um número crescente de líderes de segurança do setor de tecnologia se diz insatisfeito com o seu nível de remuneração. Com os orçamentos de TI nas empresas cada vez mais apertados, muitos CISOs não conseguiram obter aumento de salário no ano passado, de acordo com a IANS Research. A empresa de pesquisas se uniu à Artico Search para compilar o benchmark de remuneração, orçamento e satisfação dos CISOs de 2023–2024. O estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 149 CISOs do setor de tecnologia em organizações cujas receitas variam de menos de US$ 100 milhões anuais a mais de US$ 20 bilhões.

Em toda a amostra, 34% dos CISOs afirmaram estar descontentes com a sua remuneração — sendo que uma remuneração mais elevada corresponde, obviamente, a um maior nível de satisfação. O tamanho e o tipo de organização determinam em grande parte quanto um CISO receberá, de acordo com o estudo. Aqueles que trabalham em empresas de capital aberto recebem mais (cerca de US$ 1 milhão anual), seguidos por aqueles que trabalham em empresas de tecnologia ligadas a fundos de capital de risco (US$ 793 mil anual).

Os CISOs que trabalham para empresas de tecnologia vinculadas a empresas de private equity são remunerados de forma semelhante aos dos players de fundos de capital de risco, mas recebem menos. Aqueles que estão na extremidade inferior da escala são de empresas de tecnologia de propriedade majoritária do fundador.

Por subsetor de tecnologia, os ganhos são mais elevados para CISOs de fornecedores de segurança cibernética, seguidos por aqueles que atuam no ramo de hardware/infraestrutura e fintechs, aponta o relatório.

“A escala [de remuneração] gera complexidade, o que leva a pacotes de remuneração mais elevados para os CISOs”, explicou Steve Martano, membro do corpo docente da IANS. 

“Nem todas as funções de CISO são iguais em tecnologia. Algumas são funções fortemente centradas no produto para expansão da organização, enquanto outras são responsáveis ​​por equipes globais, com orçamentos de oito dígitos”, explica Steve Martano, membro do corpo docente da IANS. 

Afora a insatisfação geral com os salários no ano passado, há o fato de um terço (31%) dos CISOs não ter recebido aumento, o que representa uma queda de 18 pontos percentuais em relação à pesquisa do ano anterior. Os desafios macroeconômicos e os esforços de redução de custos por parte das empresas poderiam explicar tanto isso como a queda dramática no crescimento anual dos orçamentos de segurança, de 30% em 2022 para apenas 4% no ano passado.

Veja isso
Estudo revela que CISOs se reportam cada vez mais aos CEOs
Salário dos CISOs nos EUA e Canadá desacelera; viés é global?

Além do descontentamento dos CISOs com a remuneração, houve uma desaceleração nas contratações no ano passado, o que fez com a porcentagem de CISOs do setor de tecnologia que mudaram de emprego diminuísse de 34% em 2022 para 19% em 2023. No entanto, isso pode estar prestes a mudar: a porcentagem de entrevistados que estão considerando mudar de emprego neste ano cresceu 13 pontos, para 78%, conclui o relatório.

As preocupações com a remuneração surgem em meio à crescente pressão nos locais de trabalho. Quase dois terços (62%) dos CISOs globais disseram que no ano passado estavam preocupados em serem responsabilizados por ataques cibernéticos que ocorrem sob sua supervisão.

Para acessar o relatório completo da IANS Research/Artico Search (em inglês) clique aqui.

Compartilhar: