Mulheres que atuam na área de cibersegurança relatam menor otimismo com a carreira e maior percepção de barreiras como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas demonstram conhecimento em inteligência artificial superior ao dos homens. Os dados são do estudo anual da força de trabalho em cibersegurança da ISC2, publicado hoje, que ouviu 16.029 profissionais globalmente, dos quais 16% eram mulheres.
Impacto econômico e confiança
De acordo com a pesquisa, as mulheres participantes foram mais propensas do que os homens a relatar que suas organizações sofreram demissões na área de segurança nos últimos 12 meses (28% contra 23%). Enquanto 83% dos homens se dizem otimistas quanto à força de longo prazo da profissão, entre as mulheres o índice é de 78%. A pesquisa também mostra que 33% das mulheres consideraram mudar de carreira devido às condições atuais do mercado, contra 27% dos homens.
Barreiras para avanço
Quase metade das mulheres participantes (45%) apontou o equilíbrio entre vida profissional e cuidados familiares como o principal desafio para permanecer e progredir na cibersegurança, comparado a 29% dos homens. Um terço (34%) das mulheres afirmou que a desigualdade salarial ou de promoção as impediu de avançar, contra 19% dos homens. Surpreendentemente, 42% dos homens disseram não ter observado barreiras significativas para mulheres, um índice 2,5 vezes maior que o relatado por elas (17%).
Representação e liderança
Os participantes estimam que a presença feminina nas equipes de segurança varia globalmente: Índia lidera com 23%, seguida por Canadá (21%), EUA e China (18%). Alemanha e Países Baixos têm a menor percepção, com 15%. Mais de um terço das mulheres (35%) identificou oportunidades limitadas de liderança como uma barreira importante. Entre mulheres em cargos de nível inicial, 24% raramente ou nunca veem mulheres em posições de liderança ou técnicas.
Vantagem feminina em IA
O estudo revela que 27% das mulheres participantes relatam ter conhecimento “significativo” de IA e aprendizado de máquina, contra 17% dos homens. No entanto, 27% das mulheres consideraram mudar de carreira para se preparar para um futuro impulsionado por IA, em comparação com 17% dos homens.
Apesar dos desafios, a satisfação no trabalho entre mulheres participantes aumentou de 67% para 71% em 2025, após três anos de queda.






