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China bloqueia fornecedores líderes em cibersegurança

A China teria banido diversas empresas americanas e israelenses de cibersegurança do seu mercado, segundo reportagem da agência de notícias Reuters. As autoridades chinesas teriam ordenado que empresas locais parassem de usar softwares de cibersegurança de cerca de uma dúzia de fornecedores estrangeiros, devido a preocupações com a segurança nacional. O banimento inclui empresas americanas como VMware (da Broadcom), Palo Alto Networks e Fortinet. As autoridades afirmaram estar preocupadas com a possibilidade de o software “coletar e transmitir informações confidenciais para o exterior”.

A medida surge na sequência dos recentes esforços de Pequim para substituir a tecnologia ocidental por alternativas nacionais. A China também teria incluído a empresa israelense Check Point Software Technologies na decisão. A reportagem cita fontes que afirmam que o aviso foi dado nos últimos dias, em meio às crescentes tensões comerciais e tecnológicas entre a China, EUA e aliados. A Reuters, porém, não especificou quantas nem quais empresas chinesas receberam o aviso.

Por que a China está preocupada com o software de cibersegurança dos EUA?

A reportagem da Reuters citou “pessoas familiarizadas com o assunto”, afirmando que autoridades chinesas estavam preocupadas com a possibilidade de o software oferecido por essas empresas coletar informações secretas e enviá-las para outros países.

Como o presidente Donald Trump pretende visitar Pequim em abril, espera-se uma retaliação recíproca contra os Estados Unidos, que tem imposto regulamentações de exportação mais rigorosas. A demanda deslocada pode ser absorvida pelo mercado doméstico de segurança cibernética da China. Prevê-se que o mercado de segurança cibernética da China tenha somado um valor de US$ 27,60 bilhões em 2025 e com uma previsão de US$ 71,84 bilhões em 2030, crescendo a uma taxa composta anual (CAGR) de 21,09% durante o período de previsão (2025-2030).