O WhatsApp publicou a correção da vulnerabilidade CVE-2025-55177, que estava sendo explorada em ataques direcionados contra usuários de iPhone e Mac. O problema, classificado como crítico, permitia a execução de spyware em ataques zero-click, sem exigir qualquer interação da vítima.
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A falha ocorria devido à autorização incompleta em mensagens de sincronização de dispositivos vinculados, permitindo que um invasor forçasse o processamento de conteúdo malicioso. Quando combinada ao bug CVE-2025-43300, já corrigido pela Apple, a cadeia de exploração possibilitava a instalação de programas espiões capazes de roubar dados e mensagens.
Foram impactadas as versões WhatsApp para iOS anteriores à 2.25.21.73, WhatsApp Business para iOS anteriores à 2.25.21.78 e WhatsApp para Mac anteriores à 2.25.21.78. Segundo a empresa, menos de 200 usuários foram notificados como alvos confirmados da campanha.
O NCSA do Qatar destacou que a gravidade reside no mecanismo de sincronização entre dispositivos, usado como ponto inicial de acesso. Já o Security Lab da Anistia Internacional classificou o caso como uma “campanha avançada de spyware” em operação desde maio de 2025, alertando que a atualização ou até mesmo a restauração de fábrica pode ser necessária em alguns casos.
O episódio reforça a ameaça contínua de spyware patrocinado por governos, como já visto em 2019 no caso Pegasus, e ressalta a importância de manter aplicativos e sistemas operacionais atualizados para reduzir a superfície de ataque.






