Um grupo de pessoas, entre as quais dois brasileiros, abriu um processo contra a Meta nos Estados Unidos, acusando a empresa de ser capaz de ler mensagens do WhatsApp de quase todos os usuários. A Meta alega que as mensagens trocadas pelo WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta e que o conteúdo é acessível apenas ao remetente e ao destinatário. “Ninguém fora do chat, nem mesmo o WhatsApp, pode ler, ouvir ou compartilhar as mensagens”, afirma o WhatsApp em seu site.
Os autores da ação são 12 pessoas da Austrália, Índia e Brasil. Os brasileiros estão identificados apenas como “Luiz Filho” e “Fernanda Tatto”. Eles alegam que as promessas de privacidade da Meta são falsas e que a empresa armazena, analisa e pode ler as mensagens dos usuários. Os autores afirmam estar se baseando em denúncias de informantes não identificados. Eles também alegam que a Meta viola a privacidade de bilhões de pessoas e engana os usuários, fazendo-os acreditar que estão se comunicando de forma privada com outras pessoas. Os autores exigem que seus direitos à privacidade sejam respeitados e que sejam indenizados pelos danos sofridos ( pdf ).
Um porta-voz da Meta declarou à Bloomberg que o processo é “um absurdo”. “Qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta há dez anos, por meio do protocolo Signal. Este processo não faz sentido.”






