A startup de cibersegurança Armadin anunciou ontem a captação de US$ 189,9 milhões em rodadas Seed e Série A, o maior investimento inicial da história do setor, para desenvolver uma plataforma autônoma baseada em IA capaz de simular ataques cibernéticos em massa. O empreendimento é liderado por Kevin Mandia, conhecido por ter transformado a Mandiant em referência global em resposta a incidentes antes de sua venda ao Google por US$ 5,4 bilhões.
O fator Mandia
Mandia, que agora assume como CEO da Armadin, traz sua experiência de mais de duas décadas à frente da Mandiant, onde construiu uma das equipes de elite em investigação de invasões. “A mudança da IA está transformando a cibersegurança mais rapidamente do que qualquer transição na história”, afirmou Mandia. “Em um mundo de ataques em velocidade de máquina, a defesa precisa se tornar autônoma. Você não pode ter um humano no loop para cada decisão de defesa e esperar vencer.”
Estratégia ofensiva
Diferente de ferramentas tradicionais que apenas escaneiam vulnerabilidades, a Armadin desenvolve um “enxame de agentes atacantes” – modelos de IA treinados com técnicas das melhores equipes de red team. Estes agentes operam continuamente, raciocinando e se adaptando como atacantes humanos avançados, para identificar e explorar riscos antes que criminosos o façam. Evan Peña, fundador e diretor de segurança ofensiva, explicou que a empresa está “transformando décadas de expertise humana em modelos de IA que já estão superando operadores humanos”.
Investidores e visão
O aporte recorde foi liderado pela Accel, com participação de Google Ventures, Kleiner Perkins, Menlo Ventures, In-Q-Tel (braço de investimentos da comunidade de inteligência dos EUA), além de 8VC e Ballistic Ventures. Ping Li, sócio da Accel, destacou que a Armadin “realmente arma a perspectiva do atacante para construir uma defesa mais resiliente”, oferecendo a CISOs e conselhos “prova com qualidade de decisão” sobre o que pode ser efetivamente explorado em suas redes.






