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Claroty capta US$ 150 milhões, valuation vai a US$ 3B

A Claroty, startup israelense especializada em segurança para sistemas ciber-físicos (CPS) que também opera no Brasil, levantou US$ 150 milhões em uma nova rodada de financiamento para expandir a proteção de ativos em hospitais e plantas industriais. O aporte, liderado pela Golub Growth, eleva a avaliação de mercado da companhia para US$ 3 bilhões, refletindo a urgência global em proteger redes de utilidade pública e cadeias de suprimentos.

O investimento ocorre em um momento de escalada nos ataques contra infraestruturas críticas, que têm provocado interrupções em serviços essenciais e sistemas de saúde. Com o novo capital, a empresa pretende ampliar sua plataforma de software voltada à defesa de ativos físicos, como oleodutos, redes de água e dispositivos médicos, que são frequentemente alvos de ransomware e espionagem industrial.

Proteção de sistemas ciber-físicos garante continuidade operacional

As organizações precisam de uma abordagem de plataforma que sirva como base para um programa holístico de proteção, afirma Yaniv Vardi, CEO da Claroty. Segundo o executivo, o uso da combinação correta entre tecnologia e processos é fundamental para reduzir riscos e preservar a integridade operacional em setores que sustentam a vida moderna, como energia e saúde.

A Claroty atende atualmente cerca de 1.300 empresas em todo o mundo, incluindo gigantes como Pfizer e General Motors. A companhia foca na convergência entre TI (tecnologia da informação) e OT (tecnologia operacional), visando eliminar pontos cegos em infraestruturas que antes eram isoladas, mas que agora estão conectadas e expostas a ameaças digitais sofisticadas.

O financiamento também contou com a participação de investidores estratégicos como SoftBank, Schneider Electric e Siemens, reforçando a posição da startup como um player central no ecossistema de segurança industrial. Com aproximadamente 700 funcionários globais, a empresa planeja utilizar os fundos para acelerar sua expansão em mercados estratégicos, incluindo a América Latina e a região Ásia-Pacífico.

A proteção de ativos críticos tornou-se uma prioridade para governos e reguladores, que buscam evitar o colapso de serviços fundamentais diante de incidentes cibernéticos. Ao consolidar a defesa de sistemas que operam no mundo físico, a Claroty busca oferecer a visibilidade necessária para que CISOs e gestores de risco possam antecipar ameaças antes que elas causem danos irreparáveis à resiliência organizacional, pondera Vardi.