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Receita de cyber da TIVIT cresce 45% em um ano

A TIVIT, multinacional de tecnologia do Grupo Almaviva, divulgou ao mercado os resultados financeiros de sua área de cibersegurança no ano de 2025. Segundo o comunicado da companhia, a unidade registrou crescimento de 45% na receita, acumulando uma expansão de 12 vezes nos últimos quatro anos. A empresa atribui o resultado à crescente demanda das organizações por serviços de proteção, monitoramento e resposta a incidentes em ambientes digitais cada vez mais complexos.

De acordo com a TIVIT, parte dessa trajetória está associada à entrada em operação do novo Centro de Operações de Cibersegurança (SOC) da companhia, localizado em São Paulo. A empresa informa que a nova estrutura ampliou a capacidade operacional para atender ao crescimento da demanda por serviços gerenciados de segurança. Desde a ativação do SOC, o volume de atendimentos realizados pela área cresceu 74%, alcançando mais de 26 mil incidentes monitorados e tratados por mês, conforme os dados divulgados pela companhia.

Estrutura do SOC e plataforma proprietária

A TIVIT detalhou que o novo SOC reúne capacidades de monitoramento, detecção e resposta a ameaças, gestão de eventos de segurança, inteligência de ameaças, análise forense, testes de vulnerabilidade e sustentação de ambientes críticos. A estrutura opera de forma integrada ao TIVIT Defense, plataforma proprietária da companhia que consolida soluções de monitoramento, detecção e resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades, testes de penetração, privacidade de dados, governança e conformidade. Segundo a empresa, a proposta é simplificar a gestão da segurança digital das organizações, reduzindo a complexidade gerada pela utilização de múltiplas ferramentas e fornecedores.

O comunicado da TIVIT informa que o ambiente conta com uma sala de crise dedicada à atuação conjunta com clientes durante incidentes de segurança, além de ser utilizado como war room em projetos críticos, reunindo equipes técnicas, lideranças e parceiros para tomada de decisões em tempo real.

Uso de inteligência artificial na operação

A empresa destacou que a Inteligência Artificial já faz parte da arquitetura operacional do SOC. De acordo com Thiago Tanaka, diretor de Cibersegurança da TIVIT, a companhia utiliza modelos avançados de IA e agentes inteligentes para apoiar atividades como investigação de alertas, correlação de eventos, priorização de incidentes e resposta a ameaças. O executivo afirmou que, ao compreender o contexto operacional de cada ambiente monitorado, essas capacidades tornam as análises mais rápidas, reduzem falsos positivos e auxiliam na identificação de comportamentos anômalos e potenciais riscos antes que evoluam para incidentes de maior impacto.

Segundo Tanaka, a TIVIT vem ampliando progressivamente o uso dessas capacidades, expandindo a atuação dos agentes de IA em diferentes etapas das operações de segurança. O objetivo, conforme o diretor, é automatizar atividades repetitivas, acelerar investigações, aumentar a precisão das análises e permitir que os especialistas concentrem sua atuação em decisões críticas e incidentes de maior complexidade. “A evolução da cibersegurança passa pela combinação entre tecnologia, automação e inteligência humana. A IA já é um componente central da nossa operação, e seguimos expandindo o uso de agentes inteligentes para tornar nossas operações cada vez mais proativas, escaláveis e eficientes, mantendo nossos especialistas focados nas decisões de maior valor para os clientes”, complementou o diretor.

Integração ao Grupo Almaviva

A TIVIT informou que a integração ao Grupo Almaviva amplia as possibilidades de evolução da área de cibersegurança. A companhia mantém sua atuação focada na América Latina, próxima das necessidades dos clientes da região, ao mesmo tempo em que passa a compartilhar conhecimento e experiências com as iniciativas globais do grupo em mercados como Europa e Ásia. Valdinei Cornatione, CEO da TIVIT, afirmou que essa combinação amplia a capacidade de atender empresas com operações cada vez mais distribuídas, sem perder a proximidade com os clientes locais. O executivo destacou que a empresa conhece profundamente os desafios dos ambientes críticos da região, enquanto o grupo agrega capacidades globais e presença internacional.