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Perdas com hacks a DeFis somam US$ 204 mi no segundo trimestre 

Relatório mostra que os usuários de redes DeFi perderam mais de US$ 208,5 milhões inicialmente durante o trimestre, mas que US$ 4,5 milhões foram recuperados por meio de processos, acordos com hackers e outros métodos de recuperação
Da Redação
29/06/2023

De acordo com relatório da De.Fi, fornecedora  do “super app” e solução antivírus para Web3, os hacks e golpes a redes de finanças descentralizadas (DeFi) no segundo trimestre

aumentou quase sete vezes na comparação com o mesmo período do ano passado, somando mais de US$ 204 milhões, com 117 incidentes contra apenas 17 entre abril e junho de 2022. 

O termo DeFi se refere a aplicações desenvolvidas em blockchain que permitem que pessoas evitem bancos e outros intermediários financeiros para empréstimos, poupança ou negociação usando contratos autônomos conectados aos protocolos.

O relatório, intitulado “Q2 De.Fi Rekt Report”, foi parcialmente baseado em dados do “Rekt Database” da De.Fi, informa que os usuários de redes DeFi perderam no total mais de US$ 208,5 milhões inicialmente durante o trimestre, mas que US$ 4,5 milhões foram recuperados por meio de processos, acordos com hackers e outros métodos de recuperação. Segundo a empresa, neste primeiro semestre do ano, as perdas já somam de mais de US$ 665 milhões 

Os cinco principais hacks no segundo trimestre foram contra a Atomic Wallet, Fintoch, MEV-Boost, Bitrue e GDAC. A exploração da aarteira Atomic, no dia 3 deste mês, foi gerou perdas de US$ 35 milhões, ou cerca de 17% do total. Os usuários do Fintoch perderam US$ 30,6 milhões, enquanto o ataque ao MEV-Boost foi responsável por um prejuízo de US$ 26,1 milhões. Juntos, esses três ataques resultaram em mais de 45% das perdas totais no segundo trimestre.

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A De.Fi relatou que a causa mais comum das perdas foram “problemas de controle de acesso” ou em que um invasor obteve o controle de uma carteira. Essas modalidades hacks e golpes geraram um prejuízo de  US$ 75,8 milhões, ou um quarto do total. A segunda causa mais comum foram os exploits, que totalizaram US$ 55,3 milhões. Os usuários também perderam US$ 47,3 milhões por meio de fraudes ou golpes no segundo trimestre.

Contudo, os prejuízos com hacks e golpes a redes DeFi foram menores no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores. A CertiK, plataforma de classificação focada em analisar e monitorar protocolos blockchain e projetos DeFi, relata que em abril mais de US$ 320 milhões foram perdidos de janeiro a março, portanto menor que de abril a junho.

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