Um ataque cibernético em larga escala, coordenado com a operação militar “Rugido do Leão”, mergulhou o Irã em um apagão digital no último sábado, conforme publicado pelo The Jerusalem Post. Infraestruturas críticas, sites oficiais de notícias e sistemas de comunicação de segurança do país deixaram de funcionar, isolando a liderança iraniana interna e externamente.
Escala do apagão digital
O observador de rede NetBlocks confirmou no sábado que a conectividade com a internet no Irã caiu para um nível extremamente baixo, atingindo apenas 4% do tráfego normal, o que indica uma paralisação quase total do acesso em todo o país. O ataque também atingiu os braços de propaganda do regime: o site da agência de notícias IRNA ficou fora do ar por um período prolongado, e o site da Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária (IRGC), sofreu disrupções severas e invasões que exibiram mensagens subversivas contra o líder supremo Ali Khamenei.
Alvos e impactos operacionais
De acordo com fontes de inteligência ocidentais citadas pela publicação, os danos à infraestrutura de comunicações da IRGC tiveram como objetivo impedir a coordenação de contra-ataques e neutralizar a capacidade das unidades cibernéticas e eletrônicas iranianas de lançar drones e mísseis balísticos.
Além das interrupções em sites, relatos de Teerã e de outras grandes cidades, como Isfahan e Shiraz, descreveram falhas em aplicativos locais e serviços digitais do governo. A operação foi apresentada como o ápice de uma campanha iniciada em janeiro, quando transmissões de satélite governamentais foram hackeadas e conteúdo pedindo a derrubada do regime foi exibido para milhões de residências.
Combinação de táticas
O ataque de sábado foi descrito como sem precedentes em escala, combinando guerra eletrônica que interrompeu sistemas de navegação e comunicação com ataques de negação de serviço (DDoS) e invasões profundas em sistemas de dados ligados à infraestrutura de energia e aviação do país. Relatos indicam que mesmo a rede de internet isolada (“national internet”) do regime falhou sob a pressão da ofensiva combinada, deixando o Irã exposto e isolado durante o momento de crise aguda.






