A Procuradoria-Geral da República do México (FGR) abriu uma investigação formal sobre supostos subornos envolvendo o ex-presidente Enrique Peña Nieto. A apuração inclui denúncias relacionadas à venda do software espião Pegasus, e a FGR solicitou informações ao governo de Israel para dar prosseguimento ao caso.
Leia também
Empresa chinesa descobre novo APT americano
Leitor de PDF para Chrome rouba dados bancários
O procurador Alejandro Gertz Manero afirmou que, apesar de o ex-presidente já ter sido citado em outras queixas durante o governo anterior, os elementos obtidos recentemente representam avanços inéditos. Segundo ele, há “relatórios específicos e muito precisos” que relacionam Peña Nieto a empresas envolvidas com a comercialização do Pegasus.
Uma nova pasta de investigação foi aberta, e as autoridades israelenses foram oficialmente acionadas para validar as declarações feitas por empresários que alegam ter entregado dólares ao ex-mandatário. Gertz Manero, no entanto, reconheceu as dificuldades na cooperação com Israel, citando como exemplo a demora no processo de extradição de Tomás Zerón, ex-diretor da Agência de Investigação Criminal, acusado de envolvimento no caso Ayotzinapa.
“Nosso relacionamento com essas autoridades não tem sido fácil. Espero que, neste caso, tenhamos uma resposta mais rápida”, disse o procurador.
A confirmação das denúncias por parte das autoridades israelenses poderá permitir que a investigação avance pela linha de suborno. Até o momento, não houve comentários oficiais sobre o uso do Pegasus durante o atual governo de Andrés Manuel López Obrador. Segundo a organização R3D, o México liderou globalmente o uso da ferramenta para espionagem via WhatsApp em 2019.






