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Brasil migra de postura reativa para estratégica em cibersegurança

As empresas brasileiras estão migrando de práticas reativas para abordagens estratégicas em cibersegurança, com o objetivo de fortalecer a resiliência, apoiar o crescimento dos negócios e enfrentar riscos emergentes, de acordo com o relatório 2026 ISG Provider Lens® Cybersecurity — Services and Solutions para o Brasil, publicado ontem pela Information Services Group (ISG).

As organizações no Brasil reconhecem que a cibersegurança deve antecipar ameaças em vez de apenas responder a elas, tornando a segurança parte integral da estratégia de negócios. A transição ocorre em meio a níveis recordes de atividades maliciosas, expansão de serviços digitais, adoção de nuvem e infraestrutura conectada, segundo Doug Saylors, partner e head de Cibersegurança, Nuvem e Infraestrutura da ISG.

Desafios e oportunidades no mercado brasileiro

A rápida expansão do sistema de pagamentos Pix, das redes 5G e dos serviços governamentais baseados em nuvem está expondo organizações brasileiras a novos riscos, com fortalecimento da proteção em setores críticos como finanças, saúde e energia. O relatório aponta que, embora o investimento em segurança tenha historicamente ficado atrás da exposição digital crescente do país, a combinação de digitalização generalizada e riscos emergentes está criando oportunidades para soluções locais adaptadas ao ambiente operacional único do Brasil.

As empresas estão modernizando operações de segurança com monitoramento contínuo, análise de ameaças assistida por IA e resposta mais rápida a incidentes. Muitas organizações estão reduzindo a dependência de processos manuais, priorizando vulnerabilidades de acordo com o impacto nos negócios e melhorando a eficiência operacional, mesmo com restrições orçamentárias e escassez de talentos.

Avaliação de provedores e tendências

O relatório avalia 71 provedores em seis quadrantes, incluindo Serviços Estratégicos de Segurança, Serviços Técnicos de Segurança, SOC/MDR de Próxima Geração e Gerenciamento de Vulnerabilidades Baseado em Risco. A ISH Tecnologia foi nomeada Líder em cinco quadrantes, enquanto Accenture, EY, IBM, Logicalis e Stefanini lideram em quatro quadrantes cada. Capgemini, Deloitte e NTT DATA aparecem como Líderes em três quadrantes.

O relatório também destaca tendências como o foco crescente na gestão de agentes autônomos de IA e identidades não humanas, além da adoção de arquiteturas de segurança Mesh para proteger ambientes digitais cada vez mais conectados. A EY foi nomeada Global ISG CX Star Performer para 2026 entre provedores de serviços e soluções de cibersegurança.