Violação à Air Canada atinge funcionários e ‘certos registros’

Companhia aérea anunciou que foi alvo de um incidente de segurança cibernética que afetou um de seus sistemas internos
Da Redação
24/09/2023

A Air Canada, companhia aérea que recentemente foi acusada de forçar dois passageiros a se sentarem em assentos cobertos por vômitos, que do contrário correriam o risco de ser adicionados a uma lista de exclusão aérea, voltou a ganhar as manchetes da mídia internacional — desta vez, por causa de um incidente de segurança cibernética que afetou um de seus sistemas internos.

De acordo com a companhia aérea, o incidente resultou no roubo de uma quantidade limitada de informações pessoais de alguns de seus funcionários e “certos registros”. Os dados do cliente não foram afetados, segundo afirma.

Em um comunicado publicado no site de imprensa da empresa na semana passada, ela diz que “um grupo não autorizado obteve brevemente acesso limitado a um sistema interno da Air Canada relacionado a informações pessoais limitadas de alguns funcionários e certos registros”. “Os sistemas de operações de voo da companhia aérea e os sistemas voltados para o cliente não foram afetados, e as informações do cliente não foram acessadas neste incidente”, afirma.

A companhia aérea entrou em contato com as pessoas afetadas e com as autoridades policiais competentes. “Também podemos confirmar que todos os nossos sistemas estão totalmente operacionais”, continua o comunicado. “Desde então, implementamos novos aprimoramentos em nossas medidas de segurança, inclusive com a ajuda dos principais especialistas globais em segurança cibernética, para prevenir tais incidentes no futuro, como parte de nosso compromisso contínuo de manter a segurança dos dados que possuímos.”

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A divulgação sucinta do incidente não incluiu nenhum detalhe além disso, como o que causou o incidente, e terminou com a empresa afirmando que não tinha “mais comentários públicos sobre este assunto”.

Esta não é a primeira vez que os sistemas da Air Canada sofrem um hack. Em 2018, a companhia aérea divulgou que as informações de perfil de 20 mil de seus usuários de aplicativos móveis haviam sido acessadas por invasores. Como resultado desse incidente, a empresa, na época, teve que bloquear todas as suas 1,7 milhão de contas de aplicativos móveis como salvaguarda.

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