Vazamentos no Brasil elevam volume de fraudes

Após cada um dos vazamentos, houve um aumento de até 93% nas denúncias dos usuários sobre tentativas de roubos de contas
Da Redação
15/06/2021
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Um estudo da OLX e do AllowMe, plataforma de proteção de identidades digitais da Tempest, fez uma análise do impacto dos vazamentos de dados ocorridos no primeiro trimestre de 2021 na jornada digital do brasileiro. O levantamento mostra de que modo esses dados são utilizados pelos fraudadores. Após cada um dos vazamentos, houve um aumento de até 93% nas denúncias dos usuários sobre tentativas de roubos de contas, que acontecem quando um fraudador tenta invadir a conta de um usuário idôneo utilizando seu login e senha.

Uma das soluções usadas hoje pelo mercado para dificultar o uso desses dados vazados é a utilização do segundo fator de autenticação (2FA), ou de múltiplos fatores de autenticação (MFA), que formam um segundo nível de autenticação de usuário. Ali, depois de inserir login e senha, a pessoa precisa acrescentar informações como, por exemplo, validar um token enviado por SMS, push, e-mail ou ligação de voz; ou ainda uma informação biométrica.

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O MFA, inclusive, tende a desencorajar criminosos cibernéticos em decorrência das etapas de validação apṕos login e senha e reduz consideravelmente as tentativas de golpes como invasão e roubo de conta.

“Um dos maiores desafios de negócios digitais hoje é conseguir combinar proteção de dados e de identidades digitais dos clientes de maneira simples (que não prejudique a experiência do usuário) e, ao mesmo tempo, extremamente segura. Um cliente legítimo não quer ter grandes dificuldades para fazer um cadastro, abrir uma conta, concluir uma compra on-line, mas também não quer se sentir em um ambiente desprotegido e nem ter seus dados e senhas roubados e utilizados para fins fraudulentos. O múltiplo fator de autenticação (MFA) é importante, mas cabe também às empresas a adoção de métodos de validação eficientes e sem fricção – como a análise de dispositivo, de contexto de uso e comportamento de navegação. Esta é uma alternativa muito eficiente na busca pelo equilíbrio entre segurança e usabilidade”, destaca Gustavo Monteiro, diretor do AllowMe.

“Além dos investimentos em segurança feitos pelas companhias, é cada vez mais essencial atuarmos na educação digital dos usuários, uma vez que muitos dos golpes ocorrem por engenharia social, ou seja, quando os golpistas utilizam de técnicas para enganar o usuário e conseguir as informações de que precisam. Assim como adotamos atitudes seguras ao nos locomovermos nas ruas, devemos estar atentos também no ambiente virtual para termos uma melhor e mais segura experiência na internet”, explica Beatriz Soares, diretora de Produto e Operações da OLX.

A troca frequente e o descarte de senhas já usadas também são fatores que dificultam a utilização de dados roubados pelos fraudadores, afirma o relatório, “mas esse é um hábito ainda pouco usual dos brasileiros”. O estudo descobriu que

  • 81% das pessoas nunca trocam as senhas em sites e aplicativos onde são cadastrados
  • 11% fazem isso a cada seis meses
  • 2% trocam as senhas em sites e aplicativos mensalmente.
  • 26% costumam repetir a senha em mais de um lugar
  • 10% usam dados pessoais (data de aniversário, nome, número de telefone) para compor as senhas

Perfil do fraudador

Ao contrário do que pode-se imaginar, os fraudadores não costumam atuar de madrugada, mas sim durante o dia. 28% das tentativas de invasão de contas ocorrem entre 12h e 16h e apenas 3% entre 3h e 7h da manhã.

O estudo identificou ainda que dispositivos móveis usados para fins fraudulentos tendem a ter um “tempo de vida” – período médio que as pessoas utilizam o mesmo device – 39% menor do que o de usuários idôneos. Ou seja: smartphones de fraudadores tendem a ser mais “descartáveis”.

Com informações da assessoria de imprensa

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