Vazamento do Credit Suisse expõe dados de corruptos e traficantes

Vazamento expôs mais de 18 mil contas, vinculadas a 30 mil clientes, entre os quais estariam criminosos, ditadores, empresários corruptos e até mesmo um traficante de seres humanos
Da Redação
21/02/2022

A publicação nesta segunda-feira, 21, de um vazamento de dados do Credit Suisse revelou que, além da exposição de mais de 18 mil contas vinculadas a 30 mil clientes, no valor de mais de US$ 100 bilhões, abertas entre as décadas de 1940 e 2010, entre os correntistas estariam criminosos, ditadores, empresários corruptos e até mesmo um traficante de seres humanos.

Vazadas inicialmente por um anônimo ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, as informações depois foram repassadas para 46 outros veículos que compõem o consórcio de imprensa OCCRP (Organized Crime and Corruption Reporting Project), incluindo The New York Times e The Guardian. Em comunicado, o OCCRP disse que os relatórios indicam que entre os clientes do banco estariam um “chefe de espionagem iemenita acusado de tortura” e funcionários venezuelanos acusados ​​de corrupção, entre outros.

O documento diz ainda que algumas contas de clientes foram usadas para lavar dinheiro, especialmente de países em desenvolvimento. Além disso, uma conta de propriedade do Vaticano teria sido usada para investir € 350 milhões em uma propriedade supostamente fraudulenta de Londres, atualmente no centro de um julgamento criminal.

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Depois que a imprensa internacional publicou que resultados de investigações, o órgão de fiscalização financeira da Suíça disse que estava em contato com o Credit Suisse para que o banco explicasse as falhas graves de due diligence que levaram ao vazamento de informações de clientes. 

Em resposta, o Credit Suisse reagiu com uma declaração com palavras fortes hoje, alegando que a maioria das ‘revelações’ no vazamento são históricas, “e os relatos desses assuntos são baseados em informações parciais, imprecisas ou seletivas tiradas de contexto, resultando em interpretações tendenciosas da conduta empresarial do banco”. Com agências de notícias internacionais.

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