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Vazamento da Embraer traz detalhes da venda do Super Tucano para Nigéria

Dentre os mais de 200 documentos vazados por hackers há 22 arquivos detalhando o acordo comercial com o país africano
Erivelto Tadeu
08/12/2020
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Das quatro grandes pastas vazadas por hackers que operam o RansomExx, com mais de 200 documentos obtidos com o ataque aos sistemas da Embraer, em uma delas, que contém 22 arquivos em PDF, há o detalhamento do “Nigeria Program”, acordo comercial com o país africano para a compra do A-29 Super Tucano, principal caça de ataque leve e treinamento avançado da fabricante brasileira, como já havia antecipado o CISO Advisor. Ao todo, foram dez pastas vazadas na dark web.

O programa da Força Aérea da Nigéria envolve a compra de 12 aeronaves A-29 Super Tucano que estão sendo produzidas em Jacksonville, na Flórida, em parceria com a Sierra Nevada Corporation.

Entre os dados vazados estão mensagens em inglês trocadas com fornecedores de peças e componentes do avião militar e regulamentos sobre confidencialidade entre diferentes empresas. Há também fotos do interior de uma cabine de avião, e ainda uma pasta com o título “Pessoas”, que traz várias tabelas em Excel com dados de funcionários como nome, CPF, telefone e dia e mês de nascimento.

Um dos pacotes de arquivos parece conter material relativo ao desenvolvimento de um simulador de vôo destinado a pilotos do Tucano.

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Em 30 de novembro, a Embraer divulgou fato relevante informando que havia sido alvo de um ataque cibernético aos seus sistemas, que resultou no vazamento de dados da empresa. No comunicado, a empresa informava que o ataque foi identificado em 25 de novembro, deixando indisponível o acesso a apenas um único ambiente de arquivos da companhia.

A Embraer também disse que, diante do ocorrido, havia dado início a uma investigação, com o isolamento de alguns de seus sistemas. Até agora a empresa não informou sobre o andamento das investigações e ainda não se pronunciou sobre os vazamentos.

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