A Infoblox publicou ontem o relatório “Threat Landscape Report 2026”, com dados coletados entre junho de 2025 e junho de 2026, revelando a industrialização do cibercrime impulsionada por IA e automação. De acordo com o documento, o número de grupos de ransomware cresceu 67% no período, enquanto clusters de ameaças em geral cresceram 97%, refletindo maior atividade de adversários e melhor visibilidade sobre campanhas emergentes.
O relatório, produzido pela equipe de inteligência de ameaças da Infoblox, indica que 22% dos mais de 120 milhões de domínios recém-registrados foram classificados como maliciosos ou com características de ameaça. A empresa também identificou que 44% dos domínios relacionados a ameaças permaneceram ativos por apenas um dia, demonstrando a rápida rotação de infraestrutura pelos atacantes. As chamadas de DNS para aplicações de IA aumentaram 158%, refletindo a rápida adoção de serviços de IA e a expansão correspondente da superfície de ataque empresarial.
Serviços criminosos e evolução das táticas
A Infoblox destacou exemplos de serviços criminosos que impulsionam o ecossistema, como o Penguin, um marketplace de crime-as-a-service que fornece infraestrutura para esquemas de “pig butchering” e outras fraudes online. O relatório também menciona o FaiKast, um cluster de atores que usa deepfakes gerados por IA para atrair vítimas para plataformas de investimento fraudulentas. Segundo a empresa, ataques a dispositivos móveis estão se tornando mais comuns, com campanhas de smishing que roubam iPhones e operações de trojan bancário Android que capturam dados biométricos e OTPs.
A equipe de inteligência da Infoblox observou ainda um aumento de 62% em domínios relacionados a golpes e constatou que 71% dos incidentes de phishing envolviam URLs sem menção à marca no domínio, confiando apenas no design do site para enganar os usuários. A empresa também identificou o abuso de redes de proxy residenciais, infraestrutura de telecomunicações e até mesmo do namespace .arpa para ocultar atividades maliciosas.
Estratégias de defesa preemptiva
A Infoblox recomenda uma abordagem preemptiva baseada em quatro pilares: DNS preventivo, proteção de risco digital, gerenciamento de superfície de ataque externa e inventário de ativos e aplicações. A empresa afirma ter identificado aproximadamente 90% dos domínios relacionados a ameaças antes de qualquer interação com a rede do cliente, com um lead time médio de 68 dias e uma taxa de falsos positivos de 0,0002%. O relatório completo está disponível para consulta no site da Infoblox.






