União Europeia formaliza apoio à cibersegurança da Ucrânia

Da Redação
14/11/2023

A União Europeia reafirmou a cooperação com a Ucrânia na área de cibersegurança com um novo acordo formal destinado a melhorar o compartilhamento de informações e o reforçar as capacidades de proteção do país. Anunciado nesta segunda-feira, 13, o acordo é resultado das discussões iniciadas em Varsóvia durante o “Diálogo UE-Ucrânia sobre Cibersegurança” no ano passado. O memorando foi assinado pela agência de segurança da União Europeia, Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (Enisa) e pelo Centro Nacional de Coordenação de Cibersegurança da Ucrânia (NCCC) e pela Administração do Serviço Estatal de Comunicações Especiais e Proteção de Informações da Ucrânia (SSSCIP).

O acordo de base ampla abrange “ações de cooperação estruturada de curto prazo”, mas também tem foco no alinhamento de políticas de longo prazo, disse a Enisa. Ele abrange três aspectos. Um deles é a conscientização cibernética e capacitação para aumentar a resiliência. Isso poderá incluir a participação ucraniana em exercícios e sessões de formação em cibersegurança da UE, além de possíveis acordos de destacamento e partilha e promoção de ferramentas e programas de cibersensibilização.

Outro ponto é o alinhamento da legislação e implementação, incluindo NIS2 (diretiva que estabelece uma legislação sobre cibersegurança para toda a UE), e foco em setores de infraestrutura crítica, como telecomunicações e energia. E por fim, a oferta de conhecimento mais sistemático e compartilhamento de informações para aumentar a consciência situacional.

As medidas ocorrem depois que a Comissão Europeia recomendou na semana passada que a Ucrânia fosse convidada a iniciar negociações de adesão com a UE, assim que pudesse cumprir um conjunto de condições finais. Esse processo provavelmente durará anos, mas é um passo importante para o país, dada sua luta para recuperar terreno da Rússia em uma contraofensiva muito alardeada.

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O vice-presidente da Comissão para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, defendeu que o apoio à Ucrânia também ajudará a UE a melhorar a resiliência à agressão russa no ciberespaço. “A manipulação maliciosa de informações e ataques cibernéticos é um elemento-chave da agressão da Rússia contra a Ucrânia. Táticas híbridas bem conhecidas estão sendo exploradas pela Rússia em uma nova escala massiva, visando não apenas a Ucrânia, mas também a União Europeia”, em um comunicado na página da Enisa.

“Isso torna o acordo de hoje sobre cooperação reforçada para segurança cibernética ainda mais importante. O acordo é um componente essencial adicional de nosso apoio geral para ajudar a Ucrânia a se defender contra a Rússia e de nosso compromisso de longo prazo com a segurança da Ucrânia”, completou Borrell.

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