Twitter revê política para coibir conspiração que liga 5G à covid-19

Da Redação
26/04/2020
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Rede social atualizou política para que declarações que tenham “potencial de incitar as pessoas a causar danos a infraestruturas críticas ou gerar pânico generalizado ou agitação social” sejam consideradas violações

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O Twitter atualizou as políticas da plataforma que definem princípios específicos para lidar com o novo coronavírus. Entre as novas normas está a que proíbe declarações falsas ou informações incorretas sobre a pandemia como as que levaram as torres de telecomunicações móveis 5G responsáveis por transmissão de dados serem incendiadas no Reino Unido.

A rede social disse que sua política atualizada significa que declarações que tenham “potencial de incitar as pessoas à ação, que possam levar à destruição ou causar danos a infraestruturas críticas ou gerar pânico generalizado ou agitação social” agora são consideradas violações.

“Os exemplos incluem: ‘A Guarda Nacional acaba de anunciar que não haverá mais remessas de alimentos por dois meses: vá ao supermercado o mais rápido possível e compre tudo’ ou ‘5G causa coronavírus: destrua as torres de celular do seu bairro’”, explicou a empresa em uma atualização nesta semana.

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Pelo menos 20 torres de telefonia 5G foram vandalizadas em todo o Reino Unido nas últimas semanas e dezenas de incidentes foram relatados em que os engenheiros foram confrontados por pessoas que acreditam que há um vínculo entre a tecnologia e a pandemia, segundo relatos da imprensa local. Celebridades repassaram as notícias falsas para milhões de seguidores, disseminando ainda mais a informação falsa.

O Twitter e o Facebook foram criticados nas últimas semanas por não agirem com rapidez para bloquear rumores não verificados sobre a pandemia.

O mais impressionante é que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez repetidas alegações falsas sobre o vírus, incluindo o fato de poder ser tratado com um medicamento antimalárico, o que levou à escassez para pessoas que realmente precisavam do remédio.

Também houve questionamentos em torno do uso de algoritmos de aprendizado de máquina pelo Twitter para policiar o conteúdo, já que a rede social admitiu em um post no mês passado que erros poderiam seriam cometidos por serem menos precisos que os moderadores humanos. Portanto, as contas seriam suspensas somente após revisão humana, disse a empresa, o que poderia criar atrasos. No início desta semana, um especialista afirmou que agitadores de extrema direita estavam fazendo uma campanha online há meses de assédio e notícias falsas contra organizações de saúde de alto perfil.

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