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Twitter deve cobrar US$ 7,99 para verificar contas de usuários

Da Redação
06/11/2022

Menos de uma semana após ter anunciado a compra do Twitter, Elon Musk já prepara  mudanças no sistema de verificação de contas de usuários e estaria considerando cobrar pelo cobiçado “selo” azul que verifica a identidade do titular da conta na rede de microblogs. Pela proposta, os usuários teriam que se inscrever no Twitter Blue e pagar US$ 7,99 por mês ou perderiam seus selos “verificados”, de acordo com o TechCrunch.

De acordo com uma notificação no aplicativo iOS visualizada pelo site de notícias, o Twitter Blue atualizado adicionará a marca de verificação azul anteriormente reservada para contas que se inscreveram no processo de verificação gratuita do Twitter. 

Entre os benefícios da “assinatura” do selo estariam a exibição de anúncios a usuários não pagantes da rede social, bem como anúncios “duas vezes mais relevantes” e a capacidade de postar vídeos mais longos no Twitter. Ainda não está claro, por exemplo, quanto tempo esses vídeos podem ser. Em um tuíte, Musk disse que o limite atual de 42 minutos para vídeo 1.080 pixels deve ser aumentado ainda este mês.

O que não está claro é se os usuários do Twitter atualmente verificados perderão o selo azul se não desembolsarem os US$ 7,99 por mês. A linguagem na notificação sugere que esse não será o caso, mas relatórios do The Verge indicaram que o Twitter estava considerando retirar os selos de verificação de contas que não pagarem pelo Twitter Blue dentro de 90 dias após o lançamento do novo plano.

O novo Twitter Blue também oferecerá classificação prioritária para “conteúdo de qualidade”, prometendo aumentar a visibilidade dos assinantes nas respostas, menções e buscas. Uma tela de notificações renovada no aplicativo do Twitter teria como padrão exibir tuítes de usuários verificados na primeira guia. O Twitter argumenta que isso ajudará a “diminuir a visibilidade de golpes, spam e bots”, mas o tempo dirá se esse é realmente o caso.

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Musk afirmou anteriormente que o Twitter, que recentemente encerrou o suporte a artigos sem anúncios oferecidos pelo Blue, criaria um novo programa para contornar paywalls para editores dispostos a trabalhar com a empresa.

Disponível inicialmente nos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido, o novo Twitter Blue chega após demissões em massa na empresa, que devem atingir metade da equipe da empresa, incluindo funcionários sobre direitos humanos, acessibilidade, ética e curadoria.

Musk afirmou que os cortes — juntamente com a introdução de novos recursos pagos — são necessários para trazer o Twitter à lucratividade, já que a empresa tem de arcar com cerca de US$ 1 bilhão por ano em pagamentos de juros sobre os US$ 13 bilhões em dívidas.

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