TSE detalha problemas de tecnologia e atrasos na eleição

Da Redação
18/11/2020

O TSE publicou na noite desta terça-feira, 17, uma nota técnica explicando em detalhes os aspectos de segurança, as falhas da tecnologia e os atrasos na publicação dos resultados das eleições deste ano. O documento obtido por CISO Advisor não traz assinatura, e parece ter sido desenvolvido pela equipe de TI do órgão.

A nota explica cinco temas interligados: a centralização da totalização dos votos, a contratação da Oracle, o atraso na entrega do equipamento da Oracle, os testes no supercomputador, a falha num dos nós de processamento, a falta de calibragem da inteligência artificial do processo, a assistência prestada pela Oracle nesses eventos e as perspectivas para o segundo turno.

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Sobre o último tema, a nota diz que “equipes técnicas do TSE e da Oracle entendem que a falha no plano de execução no primeiro turno não se repetirá no segundo turno, em 29 de novembro, tendo em vista que o otimizador já está calibrado para processar um volume maior de informações de forma célere. No entanto, até o dia 29 de novembro, toda a equipe está focada na definição de providências para evitar incidente semelhante na apuração e totalização dos resultados do segundo turno”.

A centralização da totalização, segundo o relatório, foi feita “de acordo com recomendação de peritos da Polícia Federal”, após os testes públicos de segurança (TPS) para as eleições de 2018. A recomendação foi feita em relatório de três peritos, observando que “cada um dos 27 TREs realizava a totalização dos votos registrados a partir de um servidor instalado fisicamente em cada TRE, mas cuja administração e manutenção estava a cargo do TSE. O documento aponta que ‘mudar a arquitetura de servidores para estarem fisicamente localizados no próprio TSE melhora[ria] consideravelmente a segurança operacional deste sistema’ e reduziria
ponto de vulnerabilidade que poderia ser especialmente explorado em ‘um ambiente com base de dados distribuída em cada TRE‘ ”.

O documento explica ainda a contratação da “cloud Oracle”, baseada em um supercomputador mais um redundante, cuja entrega prevista para junho deste ano atrasou mais de um mês – o que resultou na execução de apenas dois dos cinco testes planejados peo órgão. Outras explicações abordam a falha do nó de processamento substituído ontem, dia 17/11, e a falta do aprendizado de IA, que obrigou a equipe a paralisar o sistema de totalização temporariamente, “de modo a permitir a geração de um plano de execução” (o que é feito por IA).

Faça download da nota técnica no link abaixo>

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