O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que assinou um acordo voluntário de autorregulação com líderes de empresas de inteligência artificial durante reunião na Casa Branca, segundo a agência NPR. O pacto prevê controles internos robustos, auditoria externa independente e comitês nos conselhos de administração para avaliar relatórios de auditores.
O acordo foi assinado por Trump, Dario Amodei, CEO da Anthropic, Sundar Pichai, CEO do Google, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Greg Brockman, presidente da OpenAI, Jensen Huang, CEO da Nvidia, e Elon Musk, fundador da xAI, agora parte da SpaceX. Trump declarou que cerca de dez pessoas serão nomeadas para um comitê de supervisão e que o acordo terá caráter moralmente vinculante. O documento afirma que, com o tempo, pode fazer sentido transformar essas medidas em leis e regulamentos.
Cautela entre executivos e especialistas
Amodei, um dos executivos que mais pedem desaceleração no desenvolvimento de IA, afirmou que a tecnologia apresenta riscos muito reais e que o mecanismo para lidar com eles ainda está em discussão. Robin Jia, professor assistente de ciência da computação na Universidade do Sul da Califórnia, disse que é crucial garantir que as intenções dos principais laboratórios estejam alinhadas ao interesse público. Alex Pascal, diretor executivo do Berkman Klein Center, afirmou que a única forma de reduzir riscos é por meio de responsabilidade legal robusta e regulação.
Posição do governo e competição global
Trump disse que nunca limitará o crescimento de uma tecnologia que, segundo ele, será maior que a revolução industrial. O presidente também afirmou que as empresas concordaram em fornecer mais apoio financeiro a escolas locais e adotar medidas para reduzir custos de energia, em resposta à oposição bipartidária à instalação de data centers. Sobre a competição com a China, Trump afirmou que não há segundo lugar na corrida pela IA, mas que os dois países criaram um canal para tratar incidentes relacionados à tecnologia.






