Trojans e adware são os malware mais disseminados no Brasil 

Da Redação
07/04/2022

Levantamento da empresa de cibersegurança Avast revela que dos dez principais tipos de malware mais predominantes no Brasil, os trojans bancários — ou cavalos de Troia como também são conhecidos — dominaram o cenário de riscos cibernéticos, respondendo por 26,86% das ameaças direcionadas a dispositivos Windows e macOS, enquanto o adware ocupa a primeira posição na lista (59,36%) das ameaças direcionadas a dispositivos Android.

“Os trojans em desktop e o adware para Android têm sido as ameaças mais comuns que os brasileiros encontram, geralmente se espalhando por e-mail, sites de compartilhamento de arquivos ou software ilegal”, explica Michal Salat, diretor de Inteligência de Ameaças da Avast.

Além de trojans, os usuários brasileiros de desktop também encontraram infectores de arquivo (22,04%), que copiam códigos maliciosos em arquivos para danificá-los ou se espalhar ainda mais pelo sistema; adware (13,14%), que envia spam para o usuário com anúncios indesejados e muitas vezes é capaz de roubar informações; e worms (6,84%), um tipo de malware cuja função principal é se autorreplicar e infectar outros computadores, enquanto permanece ativo nos sistemas infectados. 

Quanto aos dispositivos móveis, além do hardware, os trojans (26,70%) e os droppers (9,64%) — capazes de baixar malware adicional — estiveram entre as ameaças mais comuns para os usuários de Android no Brasil.

Globalmente, os trojans também foram o tipo de malware que os usuários de desktop mais encontraram no ano passado (28,9%), seguidos por infectores de arquivos (17,4%) — malware que ataca os arquivos, com o objetivo de reescrever o seu código para danificá-los permanentemente ou se espalhar ainda mais dentro do sistema e da rede. O terceiro tipo de malware de desktop mais prevalecente em todo o mundo é o adware (12,7%), que envia spam para os usuários com grandes quantidades de publicidade indesejada e, em alguns casos, pode coletar informações confidenciais, rastrear o histórico de navegação ou até mesmo registrar as teclas digitadas.

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Em dispositivos Android, as ameaças mais comuns globalmente são adware (49,5%), trojans (25,9%) e droppers (10,5%), que são programas maliciosos projetados para instalar um vírus no sistema de destino. Além disso, esses programas são muito difíceis de detectar.

Os dez principais tipos de ameaças de desktop que os usuários brasileiros encontraram em 2021 também incluem droppers, ladrões de senha, mineradores de moedas (coinminers), trojans de acesso remoto (RATs), hacktools e bots.

Os dez principais tipos de malware para Android que os usuários móveis do Brasil encontraram em 2021 incluem também spyware, bankers, exploits, hacktools, trojans por SMS, aplicativos falsos e mineradores de criptomoedas (coinminers).

*Dados coletados pelos Laboratórios de Ameaças da Avast de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2021.

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