Tráfico de pessoas está usando até apps de encontros, alerta FBI

Da Redação
18/03/2020
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O alerta ressalta um dos maiores riscos associados à exposição online de informações pessoais

tráfico de pessoas

O Centro de Queixas sobre Crimes na Internet (IC3) do FBI emitiu ontem um alerta sobre a ameaça contínua de traficantes de pessoas que atraem vítimas usando recursos online. Usando táticas como coerção, fraude, força e ofertas de emprego falsas, os criminosos vasculham sites de redes sociais e plataformas de namoro, na tentativa de explorar as situações pessoais de pessoas que andam sem sorte, prometendo ajudá-las.

“Os criminosos costumam explorar aplicativos e sites de namoro primeiro para conseguir e depois para divulgar serviços sexuais das vítimas de tráfico. Eles estão capturando cada vez mais vítimas por meio de ofertas de trabalho que parecem legítimas”, afirma a nota do FBI. Os criminosos geralmente se apresentam como recrutadores de RH, representantes de agências de modelos ou de pesquisa, enganando vítimas em potencial com falsas perspectivas de carreira ou ofertas de ajuda.

Tráfico de pessoas usa recursos online

Dados da Linha Direta Nacional de Tráfico de Pessoas dos EUA indicam que entre 2015 e 2018 quase 1.000 possíveis vítimas de tráfico sexual foram recrutadas usando conexões online no Facebook, Instagram, Snapchat, Craigslist e sites de namoro on-line.

A nota do FBI afirma que a Internet tem beneficiado os traficantes de sexo, que agora têm acesso a um vasto conjunto de vítimas em potencial em todo o mundo. As plataformas on-line tornam mais fácil para os traficantes de seres humanos descobrirem mais sobre seus alvos, geralmente adolescentes, principalmente se compartilharem mais seus problemas financeiros ou familiares. Os criminosos então aproveitam essas informações e fingem interesse romântico ou oferecem perspectivas falsas de vida melhor. Eles “cuidam” de suas vítimas, estabelecem uma falsa confiança e finalmente as encontram pessoalmente. Em pouco tempo, as forçam ao trabalho sexual ou forçado.

Em sua comunicação, o FBI descreveu três casos de pessoas exploradas por meio dessas táticas. Uma vítima conheceu o cúmplice de um traficante por meio de um site de namoro. Tanto o traficante quanto o cúmplice prometeram ajudá-la em sua carreira de atriz, mas continuaram abusando e forçando-a a se prostituir.

Em outro caso, um casal postou anúncios falsos na internet e em um jornal da Índia, mentindo sobre a natureza do trabalho que eles estavam oferecendo em sua casa e sobre o salário que pagariam. Quando os trabalhadores chegaram, foram forçados a trabalhar em turnos de 18 horas e foram pagos com quase nada.

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