Thales suspende dividendos e previsões para enfrentar a crise

Da Redação
07/04/2020
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Medidas foram anunciadas hoje, 7 de Abril, em comunicado assinado pelo CEO e conselheiro Patrice Caine. Objetivo da empresa é ampliar sua resiliência

A Thales, um dos principais fornecedores globais de sistemas defesa cibernética, anunciou hoje, 7 de Abril, a suspensão do pagamento da última parcela dos dividendos de 2019, assim como as previsões de desempenho (especialmente de lucro) para 2020. Foram duas das quatro medidas publicadas num comunicado que tem o título “Thales reforça sua resiliência para reduzir os impactos da crise da Covid-19”, assinado pelo CEO Patrice Caine. As medidas anunciadas foram as seguintes:

• Implementação de um plano global de adaptação a crises
• Obtenção de uma linha de crédito adicional de € 2 bilhões
• Suspensão do pagamento da parcela final dos dividendos de 2019, de € 430 milhões
• Suspensão das previsões financeiras para 2020

A empresa já havia pago 0,6 euros de dividendo por ação, mas ainda restavam 2,05 euros a serem pagos – o que não acontecerá. As previsões financeiras para 2020, que contabilizavam apenas um limitado impacto por causa da crise, estão suspensas. “Queremos limitar as saídas de caixa que não são estritamente necessárias (…) para conter o impacto econômico e industrial sobre o grupo, tanto quanto possível”, diz Caine no comunicado.

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A nova linha de crédito de 2 bilhões de euros, que poderá ser utilizada nos próximos 12 meses, vem com a opção de ser prorrogada por mais seis meses. O comunicado informa que no final do ano passado a Thales possuía 2,9 bilhões de euros em dinheiro ou ativos equivalentes e uma linha de crédito rotativo – não utilizada – no valor de 1,5 bilhão de euros, com vencimento em dezembro de 2021.

O diretor financeiro Pascal Bouchiat disse que a liquidez disponível resultante, de 6,4 bilhões de euros, “nos permite construir uma reserva de liquidez totalmente suficiente”. A nova linha de crédito, organizada e subscrita pelo Credit Agricole, não contará com as garantias oferecidas pelo governo francês para ajudar as empresas na crise, acrescentou.

A Thales informa que 12% de sua receita anual vem de atividades aeroespaciais comerciais, tais como gerenciamento de tráfego aéreo, mas o restante vem de defesa, agências governamentais e infraestrutura privada. Caine se recusou a comentar em detalhes as interrupções previstas na cadeia de suprimentos da indústria aeroespacial francesa, mas disse que as operações da Thales em Cingapura e na Austrália estavam funcionando quase normalmente.

Executivos do setor disseram que metade dos pequenos fornecedores aeroespaciais franceses interromperam a produção desde que o governo impôs um bloqueio para retardar a disseminação do coronavírus em meados de março, mas esse trabalho está gradualmente sendo retomado.

A suspensão das previsões para 2019 foi decidida porque “a escala do surto de Covid-19 invalida as perspectivas financeiras anunciadas quando os resultados do ano inteiro de 2019 foram divulgados em 26 de fevereiro de 2020, que estavam assumindo um impacto limitado da crise de Covid-19 com base na situação até aquele momento. Nesta fase, é impossível quantificar o impacto financeiro desta crise nas demonstrações financeiras do Grupo. O impacto dependerá, em particular, do alcance, duração e profundidade da crise, bem como dos possíveis efeitos de recuperação no final do ano. Assim que for possível, a Thales fornecerá uma atualização sobre o impacto financeiro dessa crise em suas demonstrações financeiras e ajustará suas perspectivas financeiras”.

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