Suspeito operar scareware é preso após uma década foragido

Da Redação
19/07/2023

Um suposto golpista que usou scareware (software malicioso) para induzir centenas de milhares de vítimas globalmente a pagar por um software antivírus falso foi preso pela polícia espanhola. O cidadão ucraniano, cujo nome não foi revelado, foi detido no aeroporto El Prat em Barcelona depois de conseguir escapar da captura por mais de uma década, de acordo com a Polícia Nacional. Aparentemente, os policiais foram apoiados pelo FBI e a Interpol, que emitiram um alerta vermelho para a captura do golpista.

O bandido é acusado de liderar uma campanha global de scareware entre 2006 e 2011. As máquinas das vítimas eram infectadas com um malware que exibia um pop-up alegando que seus PCs foram infectados por um vírus e que deveriam pagar por um software antivírus para se livrar dele. No entanto, os US$ 129 que elas pagaram pelo software falso foram direto para o bolso do golpista. Estima-se que as vítimas perderam até US$ 70 milhões no total no período de cinco anos.

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O scareware é uma ameaça persistente que infecta o PC, controlado por um pequeno número de grupos de ameaças. Em 2011, a Infosecurity relatou como investigadores em 12 países uniram forças para derrubar duas redes criminosas que causaram mais de US$ 72 milhões em perdas a mais de 900 mil pessoas. Naquela época, as três maiores ameaças em volume de infecção vinham das variantes de scareware System Fix, Cloud AV 2012 e Win 7 Security 2012.

Essas variantes podem ser vistas como uma forma inicial primitiva de ransomware, pois as vítimas encontravam sua máquina completamente bloqueada até que pagassem pelo falso produto antivírus. De acordo com especialistas, muitas das gangues por trás das ameaças eram baseadas na Rússia e, portanto, intocáveis pela polícia nacional.Este é o mais recente golpe enfrentado pelas autoridades policiais espanholas. Em maio, a polícia prendeu 40 supostos membros de uma gangue cibercriminosa considerada responsável por uma grande campanha de phishing por SMS que custou às vítimas € 700 mil (o equivalente a US$ 767 mil).

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