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Serviços Google derrubados por provedor da Nigéria

Paulo Brito
14/11/2018
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O provedor de acesso nigeriano MainOne informou ontem que um erro em seus sistemas causou a queda de serviços do Google em várias partes do mundo, durante uma hora e 14 minutos na última segunda-feira: foi um desvio de tráfego causado por uma configuração de rede errada. O erro foi cometido durante uma atualização na rede e redirecionou o tráfego para a China e Rússia. O problema derrubou as ferramentas de pesquisa do Google, hospedagem na nuvem e ferramentas de colaboração do G-Suite voltadas para empresas.

Apesar das explicações técnicas, alguns especialistas suspeitam que o desvio foi intencional, permitindo que Rússia e China espionassem o tráfego pelo menos durante aquele intervalo de tempo. Tayo Ashiru, porta-voz da MainOne, disse que os engenheiros encaminharam os serviços do Google que deveriam ser locais para endereços da China Telecom. A empresa chinesa, por sua vez, considerou esses dados ruins e os filtrou para a TransTelecom, provedor da Rússia. Ashiru disse que a MainOne ainda não entendeu por que a China Telecom fez isso, já que a empresa estatal normalmente não permite o tráfego do Google em sua rede. O Google declarou não ter razão para acreditar que o desvio de tráfego foi malicioso e  não quantificou a interrupção. Afirmou no comunicado apenas que “o acesso a alguns serviços do Google foi afetado”.

Esse desvio para a China criou um beco sem saída, impedindo que os usuários alcançassem os serviços do Google, disse Alex Henthorn-Iwane, executivo da empresa de inteligência de rede ThousandEyes. Ele disse que o incidente de segunda-feira foi mais uma lição sobre a fragilidade da Internet a “eventos imprevisíveis e desestabilizadores. Se isso pode acontecer a uma empresa com a escala e os recursos que o Google tem, pode acontecer a qualquer um”.

O desvio, conhecido como sequestro de rota de protocolo de gateway de borda (BGP ou border gateway protocol) foi projetado para a colaboração de partes confiáveis ​​- não a competição por estados-nação hostis. Especialistas dizem que ele tem conserto, mas isso exigiria investimentos em roteadores criptografados, que a indústria ainda não adotou.

[box type=”info” style=”rounded” border=”full”]O Border Gateway Protocol (BGP) é um protocolo padronizado, para gateway externo, projetado para troca de informações de roteamento e alcançabilidade entre sistemas autônomos (AS) na Internet. O protocolo é classificado como um protocolo de vetor de caminho (path). O Border Gateway Protocol toma decisões de roteamento com base em caminhos, políticas de rede ou conjuntos de regras configurados por um administrador de rede, e está envolvido na tomada de decisões básicas de roteamento.[/box]

 

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