Sequestro de dados atinge prefeituras

Paulo Brito
05/09/2015
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Os recentes casos de ciberataques aos sistemas internos das prefeituras de Pratânia (SP) e Japorã (MS) impediram a liberação dos pagamentos de funcionários e fornecedores, causando grandes transtornos. Para que ambos sistemas voltem a funcionar, os criminosos virtuais exigem o pagamento do resgate de dados, algo em torno de 3 mil dólares. Situações como estas ainda são comuns em empresas privadas e públicas no país.

Apenas neste ano, a procura de vítimas de ciberataques por soluções da empresa E-TRUST, líder nacional em segurança da informação, mais do que dobrou. Segundo o CEO da instituição, Dino Schwingel, um dos motivos para o desenfreado crescimento é a mudança na estratégia dos criminosos: diminuíram o valor do resgate e aumentaram os alvos

O aumento significativo de empresas brasileiras que sofreram sequestro de dados confidenciais tem chamado a atenção de empresários e especialistas do setor de segurança da informação em todo o país. Apenas neste ano, a procura de vítimas de ciberataques por soluções da empresa E-TRUST, líder nacional em segurança da informação, mais do que dobrou. Segundo o CEO da instituição, Dino Schwingel, um dos motivos para o desenfreado crescimento é a mudança na estratégia dos criminosos: diminuíram o valor do resgate e aumentaram os alvos.

“Até um ano e meio atrás, os criminosos exigiam valores altos para o resgate de dados, sendo que na maioria das vezes as vítimas não tinham recursos financeiros para ceder à chantagem e arcavam com os transtornos de um sistema bloqueado. Percebendo que estavam perdendo tempo e dinheiro, os hackers começaram a diminuir drasticamente os valores de resgates e a exigir até US$ 200. Então o que antes era prejuízo virou algo lucrativo, porque a vítima passa a ponderar o que é melhor: pagar este valor baixo e recuperar todos os dados ou ter que formatar o computador e perder todas as informações sigilosas”, explica o CEO.

De acordo com recente pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PWC), cerca de 20% das empresas brasileiras apontaram os atos de organizações criminosas como fontes de incidentes de segurança, fazendo com que o Brasil apareça na terceira colocação dos países com maiores índices de sequestro de dados.

Schwingel ressalta que a maneira mais comum da vítima cair no golpe é baixar programas anunciados como ferramenta de segurança, mas que na verdade permite criptografar todas as informações do computador e bloqueá-lo. “O mais importante para as pessoas manterem seus dados e sistemas protegidos é possuir um antivírus e mantê-lo sempre atualizado. A falta de manutenção irá acarretar a não detecção de ameaças”. Algo que também é fundamental para a segurança é realizar cópias de dados confidenciais, os chamados backups, que podem ser feitos em drives externos ou em nuvem.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest