Como enfrentar
os ataques
às redes de OT

Augusto Panachão *
29/10/2021
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Tradicionalmente, as redes de OT (Tecnologia Operacional) ficavam separadas das redes de TI. Mas já tem algum tempo que essa realidade vem mudando e ambas as áreas estão cada vez mais convergindo. Isso porque as indústrias, a fim de se tornarem mais competitivas, estão se movendo rapidamente para tirar proveito de tecnologias como big data e analytics, computação em nuvem, IoT, robótica e automação, impressão 3D e realidade aumentada.

O aumento dessa convergência fez com que as redes OT se tornassem mais sujeitas a ataques cibernéticos. Por isso, a segurança desses ambientes passou a ser prioridade máxima para as indústrias nos últimos anos. E essa demanda deve aumentar ainda mais, incluindo desde as abordagens preventivas tradicionais, até a detecção, a resposta e a previsão de incidentes.

Vale lembrar que os ataques às redes OT tendem a ser muito mais desastrosos, já que podem afetar diretamente a vida das pessoas em grande escala e em curto intervalo de tempo. Um exemplo disso foi o caso da Colonial Pipeline, operadora de oleodutos norte-americana. Ela sofreu um ataque de ransomware que resultou na interrupção do fornecimento de combustível para todo o sudeste dos Estados Unidos, o que prejudicou diretamente milhões de cidadãos.

É importante ressaltar que, hoje, a demanda por segurança de OT não se restringe mais somente às indústrias que utilizam a TI para monitorar seus processos produtivos. A superficie de ataque aumentou e passou a englobar também as empresas que operam em escritórios localizados em prédios com alto nível de automação em iluminação, elevadores, ar condicionado, e controle de datacenter.

Para se ter uma ideia da audácia dos cibercriminosos em relação aos ataques às redes OT, já existem invasões registradas em sistemas que controlam o ar condicionado. Os cibercriminosos entram nesses sistemas e aumentam a temperatura para que o local fique quente e atrapalhe o desempenho dos datacenters, que podem até chegar a ser desligados em casos de problemas de refrigeração, gerando um impacto bastante negativo a qualquer tipo de negócio.

Para reduzir esses riscos e melhorar a postura de segurança de uma empresa, é necessário realizar um monitoramento constante e completo dos ambientes OT. Isso vai possibilitar maior visibilidade, tanto em relação aos dispositivos puramente operacionais, como também aos de IoT ou de AIoT, que é a junção da Inteligência Artificial com a Internet das Coisas. Dessa forma, é possível detectar vulnerabilidades, recomendar segmentações, identificar ameaças, analisar comportamentos anormais e emitir alertas sobre incidentes de segurança, permitindo remediar a exposição ao risco de forma mais inteligente.

*Augusto Panachão é Vice-Presidente de Soluções e Tecnologia da NTT Ltd. no Brasil

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