Rússia nega invasão a satélite e alerta para ato de guerra

País adverte que qualquer ataque cibernético a seus sistemas de satélite será tratado como um ato de guerra
Da Redação
04/03/2022

A Rússia alertou que qualquer ataque cibernético a seus sistemas de satélite será tratado como um ato de guerra, à medida que as tensões com o Ocidente aumentam devido à invasão da Ucrânia.

O chefe da agência espacial Roscosmos do país, Dmitry Rogozin, emitiu o aviso na quarta-feira, 2, em um canal de TV russo, segundo a agência de notícias do país Interfax. “Quero alertar a todos que tentarem fazer isso, que é essencialmente um crime, deve ser punido com rigor. Porque desabilitar o grupo de satélites de qualquer país geralmente é um casus belli, ou seja, um motivo para ir à guerra”, disse ele.

“Vamos procurar quem organizou. Enviaremos todos os materiais necessários ao Serviço de Segurança Federal, ao Comitê de Investigação e ao Ministério Público para que os casos criminais relevantes sejam abertos.”

Ao mesmo tempo, Rogozin negou relatos de que os centros de controle do satélite Roscosmos foram hackeados.

O grupo hacker Anonymous, que lançou uma campanha contra o Kremlin em retaliação a invasão à Ucrânia, afirmou esta semana ter feito exatamente isso. “A Agência Espacial Russa com certeza ama suas imagens de satélite”, disse o grupo, segundo a Infosecurity. “Melhor ainda, eles com certeza amam seu sistema de monitoramento de veículos. O WSO2 foi deletado, as credenciais foram rotacionadas e o servidor foi desligado. Tenham uma boa segunda-feira consertando sua tecnologia de espionagem. Glória à Ucrânia.”

Veja isso
Fachin cita Rússia em alerta para cibercrimes durante eleições
EUA podem bloquear exportações de chips para a Rússia

Notícias relacionadas a esse assunto dão conta que Rogozin teria exigido que o governo do Reino Unido vendesse sua participação na empresa britânica de conectividade por satélite OneWeb, ou então um lançamento planejado da Soyuz de 36 satélites não iria adiante.

A Roscosmos também pediu “garantias juridicamente vinculativas abrangentes” de que a tecnologia Low Earth Orbit não seria usada para fins militares.

O governo britânico se recusou a vender suas ações na OneWeb, mas supostamente está considerando suas opções. A tecnologia provavelmente será usada por militares britânicos e americanos. Uma vez que toda a constelação de satélites esteja em funcionamento, poderá fornecer aos usuários uma alternativa à conectividade tradicional. Isso pode ser uma dor de cabeça para regimes autocráticos como a Rússia, que gostam de controlar o fluxo de informações, especialmente em tempos de guerra.

Orbitando a uma altitude ainda mais baixa do que os satélites da OneWeb está o Starlink de Elon Musk. O bilionário enviou um caminhão cheio de antenas parabólicas para a Ucrânia esta semana, a pedido do governo.

Compartilhar:

Parabéns, você já está cadastrado para receber diariamente a Newsletter do CISO Advisor

Por favor, verifique a sua caixa de e-mail: haverá uma mensagem do nosso sistema dando as instruções para a validação de seu cadastro. Siga as instruções contidas na mensagem e boa leitura. Se você não receber a mensagem entre em contato conosco pelo “Fale Conosco” no final da homepage.

ATENÇÃO: INCLUA newsletter@cisoadvisor.com.br NOS CONTATOS DE EMAIL

(para a newsletter não cair no SPAM)