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Risco leva provedores de serviços a se tornarem MDR

Américo Alonso, líder de segurança da Atos, conta como o mercado de MSS está se transformando
Paulo Brito
12/07/2021
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Os provedores de serviços gerenciados de segurança estão em um momento de grande transformação. Embora a maioria ainda atenda sob essa nomenclatura, eles estão se transformando na verdade em provedores de MDR, ou ‘managed detection & response providers’. A observação é de Américo Alonso, chief security officer da Atos para América do Sul, em entrevista ao CISO Advisor. Operando atualmente em 72 países, com 120 mil colaboradores e uma receita anual de 13 bilhões de euros, a empresa tem um SOC em São Paulo e prepara a abertura de mais um, em Salvador, ainda este ano, inclusive para melhor atender as questões de territorialidade dos dados, explica Alonso. O SOC de Salvador, segundo Alonso, será construído junto ao centro de inovação que a empresa estabeleceu na Bahia, onde há também um laboratório de computação quântica.

Para Alonso, a transformação pela qual passam os provedores está relacionada à necessidade que todos agora têm de dar respostas não mais em tempos de resposta humana, mas tempos de resposta de máquinas: “Não há mais tempo de sobra, não há tempo para ‘war rooms’ muito sofisticados. Agora precisamos ter inteligência artificial, precisamos de machine learning, precisamos de uma triagem automatizada que nos permita eliminar o volume de falsos positivos e atuar de acordo com isso, fechando as portas, eliminando ameaças em tempo real. Muito do que fazemos é isso e as últimas aquisições da Atos indicam esse caminho”, detalha.

De fato, no final do ano passado a Atos adquiriu a Paladion, companhia baseada nos EUA e fornecedora de managed security services (MSS). A aquisição, segundo a empresa, trouxe recursos-chave de detecção e resposta gerenciada (MDR) para o portfólio da companhia, com vários centros MDR. Tais recursos são essenciais para os clientes, que estão adotando estratégias de transformação híbrida e multinuvem para seus negócios. “Precisávamos de uma solução que nos atendesse não só em IT como também em OT e IoT”, acrescenta Alonso. “Os ataques são convergentes: eles começam numa área de TI e acabam numa fábrica, num ambiente de OT como o WannaCry. Por isso precisamos de uma visão holística das áreas, para poder interpretar as mensagens que vêm de todos esses ambientes”, finaliza.

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Américo Alonso

Atualmente, o mercado de serviços gerenciados de segurança no Brasil está crescendo no mínimo 35% ao ano, opina Alonso. Em alguns setores, cresce até 50%. O crescimento do mercado, comenta o executivo, é observado por todas as empresas que prestam serviços gerenciados de segurança: “O mercado cresceu sim, cresceu muito. Alguma coisa [desse crescimento] tem a ver com a pandemia, mas não tudo. Porque todos nós saímos enlouquecidos entre março e abril do ano passado, mandando todo mundo trabalhar de casa, e a maioria das empresas não estava pronta para um trabalho remoto dessa magnitude”. A migração, segundo ele, levou as empresas a examinarem a necessidade de melhorias para que o trabalho remoto fosse um sucesso e não um aumento da superfície de ataque.

Globalmente, a Atos vem crescendo 23% ao ano, e segundo Alonso, a expectativa é de que em 2022 ela se torne líder desse tópico nas pesquisas do Gartner: “A Atos é uma empresa que tem 15 SOCs ao redor do mundo e um deles está no Brasil. Temos 15 porque fazemos um gerenciamento ‘following the sun’, ou seja, se aparece uma ameaça na Malásia e os clientes do Brasil não querem ser afetados quando o dia amanhecer aqui. Os SOCs trabalham com inteligência positiva tentanto aproveitar os resultados e o regime de ‘following the sun”.

Nesse movimento, ele observa que houve atenção não só para a segurança perimetral, mas também a segurança dos dados, “porque agora os dados estão em todo lugar – estão na nuvem, no celular, e são acessados de qualquer lugar, não só da rede corporativa”.

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