Quase 50% das empresas na AL foram alvo de violação em 2020

Mais de um terço das organizações da região relatou um aumento no volume, gravidade ou escopo dos ataques cibernéticos nos últimos 12 meses
Da Redação
02/06/2021
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Há mais de um ano operando com o trabalho remoto e, em alguns casos, já com o modelo híbrido de trabalho — remoto e presencial —, a maioria das organizações (86%) da América Latina ainda permanece preocupada com os riscos à segurança com seus funcionários trabalhando de casa, de acordo com o Data Threat Report global, da Thales. 

O estudo global, realizado pela 451 Research, empresa de pesquisa do setor de tecnologia em parceria com a Thales, entrevistou 2.600 executivos, com responsabilidade ou influência em TI e segurança de dados, de 16 países e diferentes setores econômicos. 

O relatório aponta que o gerenciamento de riscos à segurança está se tornando mais desafiador, pois 38% das empresas latino-americanas observaram um aumento no volume, na gravidade ou no escopo dos ataques cibernéticos nos últimos 12 meses. No mundo, o dado é ainda mais preocupante: 47% de corporações afirmaram ter observado esse crescimento.

Ataques em alta

Os dados apontam que os países da América do Sul reportaram uma taxa maior de ataques já que 49% dos entrevistados afirmaram ter sofrido uma violação versus 41% do total de executivos. Entre as principais fontes de ataques são destacados: ransomware (53%), seguido por malware (52%) e phishing (45%).

E, apesar do maior número de pessoas em trabalho remoto por causa da pandemia, foi identificado que quase metade (46%) das empresas não apresentava uma infraestrutura de segurança preparada para lidar com riscos dessa situação, e apenas 24% das organizações acreditava estar bem-preparada.

Complexidade da multinuvem

Conforme aumentam os ataques, as empresas estão globalmente se voltando para a nuvem para armazenar seus dados. Os países da América Latina são os chamados heavy-adopters no uso de soluções em nuvem para armazenamento de dados: 77% dos entrevistados afirmaram ter colocado até metade das cargas de trabalho e dados de suas organizações na nuvem. No entanto, grande parte das informações confidenciais permanece não criptografada — apenas 20% das empresas criptografam mais da metade deles.

Desafios futuros

De acordo com o relatório, no mundo, as organizações estão reconhecendo os problemas que enfrentam e tentando resolvê-los com estratégias zero trust (ou confiança zero), que, em linhas gerais, tem como princípio básico não confiar em nada nem em ninguém, e verificar tudo.

Na América latina, 28% das empresas afirmaram executar uma estratégia formal e adotar ativamente a política de zero trust. A mesma porcentagem (28%) observou que o conceito molda sua estratégia de segurança na nuvem de forma bem completa. Um número ainda maior (42%) afirma contar com “alguns conceitos”, o que futuramente pode significar uma maior adoção das tecnologias que virão.

No entanto, apesar de as empresas tomarem medidas para impedir as ameaças atuais, as preocupações estão crescendo com os desafios futuros que pairam no horizonte. Olhando para o futuro, 85% dos entrevistados globais estão preocupados com as ameaças à segurança da computação quântica, um perigo que será possivelmente exacerbado pela crescente complexidade dos ambientes de nuvem.

“Equipes em todo o mundo enfrentaram enormes desafios de segurança no ano passado, à medida que as empresas aceleravam suas iniciativas de transformação digital e adoção de nuvem. Ao migrar para soluções multicloud, o gerenciamento de dados pode sair rapidamente do controle. As organizações não apenas correm o risco de perder o controle de onde suas informações estão armazenadas, mas também não as protegem na nuvem. Com uma quantidade de dados sem precedentes agora sendo usada e armazenada na nuvem, é vital que as empresas implantem uma estratégia de segurança robusta com base na confidencialidade, proteção e controle de dados”, destacou Roman Baudrit, vice-presidente de vendas na América Latina da Thales.

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