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Profissionais de cyber estão sem reajuste salarial há 12 meses

Estudo mostra que dois terços dos profissionais de segurança cibernética não receberam aumento de salário desde o início da pandemia
Da Redação
01/07/2021
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Dois terços (67%) dos profissionais de segurança cibernética não receberam aumento de salário nos últimos 12 meses, apesar de a cibersegurança ser classificada como a habilidade de tecnologia mais escassa do mundo, de acordo com um novo estudo da empresa de recrutamento Harvey Nash.

A pesquisa global com quase 6 mil tecnólogos mostra que o aumento da remuneração desses profissionais mal se compara a de muitos outros cargos da área de tecnologia. Embora hackers éticos, analistas de segurança da informação, CISOs e consultores de segurança cibernética sejam as funções mais demandadas, CISOs e especialistas em segurança, por exemplo, ocupavam apenas a 14ª posição entre as funções de tecnologia que tiveram aumento de salário nos últimos 12 meses.

Apesar de a segurança cibernética ter sido uma função crítica na fase mais aguda da pandemia em razão migração em massa das empresas para o trabalho remoto, os profissionais mais propensos a receber aumentos salariais foram aqueles ligados a funções de tecnologia vinculadas à criação de valor e agilidade aos negócios, como o desenvolvimento de sistemas e experiência do usuário (UX, user experience). As três funções com maior probabilidade de receber aumento salarial foram gestão de desenvolvimento/liderança de equipe (59%), design, UX e UI (50%) e garantia de qualidade (50%). 

O lado bom disso, se é que se pode dizer, é que os profissionais de segurança cibernética foram os menos propensos a ter uma redução de salário (6%) na comparação com qualquer outro emprego de tecnologia.

No total, quatro em cada dez especialistas em tecnologia receberam um aumento salarial nos últimos 12 meses.

Curiosamente, o relatório também classificou CISOs e especialistas em segurança em quinto lugar na lista de cargos de tecnologia com maior probabilidade de serem automatizados nos próximos dez anos. Esse resultado pode ter como causa a expansão da superfície de ataque após a mudança para trabalho remoto, que faz uso mais amplo da automação para detectar ataques.

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“As funções de tecnologia são extremamente importantes e merecem ser bem pagas. No ambiente atual, onde as ameaças cibernéticas estão sempre presentes, as funções de segurança, em particular, são críticas para o sucesso das organizações e devem ser devidamente remuneradas. Mas, apesar do papel fundamental que os especialistas em segurança desempenharam em manter as empresas protegidas durante os desafios sem precedentes da pandemia e a mudança para o trabalho doméstico em massa, isso não parece ter se traduzido em aumentos salariais para a maioria dos ciberprofissionais”, comentou Bev White, presidente-executivo do Harvey Nash Group, com a Infosecurity.

Segundo ele, em vez disso, as organizações optaram por recompensar profissionais que lideraram ou apoiaram seu foco no desenvolvimento de maneiras inovadoras, nas quais podem impulsionar seus negócios e construir novos sistemas com foco no cliente/exterior. “Isso significa que funções como gerenciamento de desenvolvimento, liderança de equipe e design, UX e UI foram as mais recompensadas.”

Embora se possa ver a razão por trás disso, nas palavras de White é vital que as organizações não marquem um gol ao não recompensar suas equipes cibernéticas.  “Do contrário, enfrentarão um êxodo de talentos em busca de melhor remuneração em outro lugar. Há um equilíbrio a ser alcançado, mas os sinais são de que as estratégias de recompensa de muitas empresas talvez tenham desviado demais em uma direção.”

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