Políticos, alvos da espionagem cibernética

Paulo Brito
30/11/2015
Fóruns de Deep Web contribuem para malwares cada vez mais sofisticados gerando
tensão no cenário político


Como observado no relatório de
segurança do último trimestre
da Trend Micro – especializada na defesa
de ameaças digitais e segurança na era da nuvem – a segurança de autoridades
políticas
começou a mudar do “físico” para o
“virtual” conforme os líderes passaram a ser alvos de cibercriminosos e espiões
cibernéticos.


Um
exemplo disso é a 
Operação Pawn Storm,
uma campanha orquestrada contra a liderança dos EUA e da Ucrânia. Os
pesquisadores da Trend Micro têm visto evidências de cadeias de ataques
cibernéticos contra figuras políticas como uma reação geopolítica a tensões
internacionais. Essa campanha de ataque utilizou sete ataques de dia-zero e
malware personalizado para dispositivos iOS.


O
malware X-agent foi o principal aplicativo usado pela Pawn Storm e permite que
o agressor comande configurações de proximidade, por exemplo ativando o
microfone do aparelho, com base na localização definida no calendário dos
usuários. Desse modo é bem possível que discussões privadas e conversas tenham
sido comprometidas e gravadas.


A Pawn Storm serve como um prenúncio do que vai
acontecer, pois algumas tensões políticas se manifestarão como intrusões
cibernéticas. O que mais preocupa profissionais da segurança são os recursos
cibernéticos cada vez mais aprimorados pelos cibercriminosos como resultado de
sua participação em
fóruns do submundo russo e
da Deep Web. Infraestruturas críticas foram expostas e ataques bem-sucedidos
podem resultar em um impacto cibernético na sociedade em geral.

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