Polícia italiana localizou todos os usuários de IPTV do país

Da Redação
24/11/2022

Em maio de 2022, a polícia italiana alegou que milhares de pessoas haviam se inscrito involuntariamente em um serviço pirata de IPTV monitorado pelas autoridades. Quando os usuários tentavam acessar fluxos de dados ilegais, uma mensagem informava que haviam sido rastreados. Com as multas chegando agora pelo correio, a polícia está dando algumas explicações surpreendentes sobre como isso foi feito. Acredita-se que cerca de 1.600 pessoas tenham sido alvo desta primeira onda de cartas, mas de acordo com Andrea Duillo, CEO da Sky Italia, este é apenas o começo.

Veja isso
Infraestrutura crítica italiana atingida 3 vezes em 7 dias
Interpol apreende US$ 130 mi de cibercriminosos em todo o mundo

Cartas recentemente enviadas a residências na Itália revelam que a polícia não estava blefando. Uma cópia da carta obtida pejo jornal Ilsole24ore identifica a correspondência como sendo do Nucleo Speciale Tutela Privacy e Frodi Tecnologiche, uma unidade da Guardia di Finanza, a polícia especializada em crimes relacionados a TI. A carta refere-se a uma operação policial anti-IPTV em maio.

A operação teve como alvo cerca de 500 recursos piratas de IPTV, incluindo sites e canais do Telegram. Na época, a polícia também informou que mais de 310 peças da infraestrutura de IPTV, incluindo servidores primários e de balanceamento que distribuem fluxos ilegais, foram retiradas do ar.

A polícia também afirmou que um sistema de rastreamento permitia identificar os usuários dos streams piratas. A carta sugere táticas extraordinárias e potencialmente sem precedentes. As cartas afirmam que as autoridades italianas conseguiram rastrear os usuários de IPTV “organizando o redirecionamento de todas as conexões nacionais dos provedores de serviços de Internet” para que os assinantes fizessem seus pedidos em um servidor controlado pela polícia configurado para registrar sua atividade.

Compartilhar: