PF diz já saber origem de ataque hacker ao Ministério da Saúde

Corporação, no entanto, não revela de onde teriam partido os ataques nem que grupo pode estar por trás da invasão
Da Redação
12/12/2021

O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, afirmou no sábado, 11, que a corporação já sabe a origem do ataque cibernético contra o Ministério da Saúde, que acabou tirando do ar dados de vacinação disponíveis no aplicativo Conecte SUS.  

Segundo ele, a PF busca detalhes para identificar os autores do ataque. “Nós avançamos bem, sabemos basicamente onde foi a origem do ingresso pelos criminosos e estamos agora buscando detalhes para identificá-los”, disse Maiurino, sem, no entanto, revelar de onde teriam partido os ataques nem que grupo pode estar por trás da invasão.

O ataque aos sistemas do Ministério da Saúde foi reivindicado pelo Lapsu$ Group, um grupo supostamente do Brasil, relativamente novo, cujo modus operandi é o defacement, ou seja, ataques para modificar ou danificar a aparência de algum objeto ou a página de um site na internet, e não com ransomware. Anteriormente, ele anunciou ter invadido os sistemas da gigante dos jogos eletrônicos Electronic Arts (EA),

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Um dos objetivos da investigação, segundo o diretor-geral da PF, é evitar que órgãos federais e até empresas privadas sofram novos ataques. Ele contou que assim que a PF foi acionada, na madrugada de sexta-feira, 10, disponibilizou a melhor equipe e mais especializada para o enfrentamento de crimes cibernéticos. A equipe é composta de peritos, delegados da PF e agentes, que estão colhendo todas as informações do Ministério da Saúde, inicialmente, e de outros órgãos que sofreram ataques em menor relevância.

Maiurino ressaltou que esse tipo de crime vem sendo uma grande preocupação da PF. 

Os hackers afirmaram ter obtido 50 terabytes de informações e se disseram dispostos a negociar os dados. Nesse tipo de ação criminosa, a negociação costuma ocorrer com o pagamento de um resgate em criptomoedas.

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