Pesquisa indica México e Brasil com piores salários em cyber

Estudo (ISC)2 Cybersecurity Workforce 2019 feito em 11 países mostra que os melhores salários estão nos EUA. Os piores níveis salariais foram encontrados no no Brasil e no México

O Brasil tem a segunda maior força de trabalho do mundo em cibersegurança: o país conta com 486 mil profissionais trabalhando nesse setor, perdendo apenas para os Estados Unidos, que tem um contingente de 804.700 profissionais. Em compensação o País, junto com o México (América Latina), tem os piores níveis salariais: US$ 20 mil por ano contra US$ 90 mil da América do Norte. Os números fazem parte do estudo (ISC)2 Cybersecurity Workforce Study 2019, que acaba de ser publicado pelo (ISC)², o International Information System Security Certification Consortium. O (ISC)² é uma organização sem fins lucrativos especializada na capacitação e certificação de profissionais para a área de segurança.

A pesquisa foi feita em 11 grandes economias globais, incluindo os EUA, e descobriu que atualmente estão empregados 2,8 milhões de profissionais. Embora o número seja grande, o setor continua lutando com uma escassez significativa de mão-de-obra: faltam neste momento 4 milhões de profissionais. Esse número significaria um aumento de 145% dos profissionais em segurança cibernética. Essas proporções indicariam a falta de 694 mil profissionais no Brasil, embora o estudo oindique a falta de 600 mil em toda a América Latina.

De acordo com os resultados, atualmente as organizações norte-americanas empregam 804.700 profissionais de segurança cibernética, e seria necessário um aumento de 62% para preencher a atual escassez de 498.480 trabalhadores. 

O estudo, divulgado nesta semana, é a primeira estimativa de contabilizar as pessoas empregadas em segurança cibernética. Os países abrangidos pelo estudo são EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Austrália, Cingapura, Brasil, México, Japão e Coréia do Sul.

Os profissionais de segurança cibernética dos EUA ganham em média US$ 69.000 por ano. A média salarial é mais alta justamente na América do Norte (US $ 90.000) e mais baixa na América Latina (US $ 20.000), com a APAC (US$ 59.000, quase o triplo de Latam) e Europa (US $ 58.000). Aqueles que possuem certificações de segurança têm um salário médio de US$ 71.000, enquanto os que não ganham muito menos – cerca de US$ 55.000,em média. Ou seja, certificação rende quase 30% a mais em salários.

O estudo não cobre a China e a Índia por causa das “informações limitadas disponíveis sobre o tamanho do setor de negócios nesses mercados”. Segundo o estudo, ambos os países têm populações enormes e experimentaram um rápido crescimento econômico; adicioná-los provavelmente levaria à superestimação do número total de profissionais de segurança cibernética. Faça download do estudo.

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