Pesquisa indica México e Brasil com piores salários em cyber

Paulo Brito
06/11/2019

Estudo (ISC)2 Cybersecurity Workforce 2019 feito em 11 países mostra que os melhores salários estão nos EUA. Os piores níveis salariais foram encontrados no no Brasil e no México

O Brasil tem a segunda maior força de trabalho do mundo em cibersegurança: o país conta com 486 mil profissionais trabalhando nesse setor, perdendo apenas para os Estados Unidos, que tem um contingente de 804.700 profissionais. Em compensação o País, junto com o México (América Latina), tem os piores níveis salariais: US$ 20 mil por ano contra US$ 90 mil da América do Norte. Os números fazem parte do estudo (ISC)2 Cybersecurity Workforce Study 2019, que acaba de ser publicado pelo (ISC)², o International Information System Security Certification Consortium. O (ISC)² é uma organização sem fins lucrativos especializada na capacitação e certificação de profissionais para a área de segurança.

A pesquisa foi feita em 11 grandes economias globais, incluindo os EUA, e descobriu que atualmente estão empregados 2,8 milhões de profissionais. Embora o número seja grande, o setor continua lutando com uma escassez significativa de mão-de-obra: faltam neste momento 4 milhões de profissionais. Esse número significaria um aumento de 145% dos profissionais em segurança cibernética. Essas proporções indicariam a falta de 694 mil profissionais no Brasil, embora o estudo oindique a falta de 600 mil em toda a América Latina.

De acordo com os resultados, atualmente as organizações norte-americanas empregam 804.700 profissionais de segurança cibernética, e seria necessário um aumento de 62% para preencher a atual escassez de 498.480 trabalhadores. 

O estudo, divulgado nesta semana, é a primeira estimativa de contabilizar as pessoas empregadas em segurança cibernética. Os países abrangidos pelo estudo são EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Austrália, Cingapura, Brasil, México, Japão e Coréia do Sul.

Os profissionais de segurança cibernética dos EUA ganham em média US$ 69.000 por ano. A média salarial é mais alta justamente na América do Norte (US $ 90.000) e mais baixa na América Latina (US $ 20.000), com a APAC (US$ 59.000, quase o triplo de Latam) e Europa (US $ 58.000). Aqueles que possuem certificações de segurança têm um salário médio de US$ 71.000, enquanto os que não ganham muito menos – cerca de US$ 55.000,em média. Ou seja, certificação rende quase 30% a mais em salários.

O estudo não cobre a China e a Índia por causa das “informações limitadas disponíveis sobre o tamanho do setor de negócios nesses mercados”. Segundo o estudo, ambos os países têm populações enormes e experimentaram um rápido crescimento econômico; adicioná-los provavelmente levaria à superestimação do número total de profissionais de segurança cibernética. Faça download do estudo.

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