Perito holandês decodifica todos os dados do Tesla

O Instituto de Perícia da Holanda fez a engenharia reversa do formato de arquivo da Tesla e lançou as ferramentas para interpretar os dados
Da Redação
22/10/2021
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O Netherlands Forensic Institute (NFI), Instituto de Perícia da Holanda, conseguiu decodificar e ler o conjunto de dados de direção segura armazenado com criptografia nos de carros produzidos pela Tesla. Francis Hoogendijk, autor do estudo, disse que a disponibilidade desses dados permite “investigações mais detalhadas” sobre acidentes e o papel dos sistemas de assistência ao motorista. O artigo com essas informações do NFI foi apresentado no início deste mês no 29º Congresso Anual da Associação Europeia para Pesquisa de Acidentes, em Israel.

A curiosidade na Holanda em torno dos dados da Tesla começou em 2016, quando um Model S sofreu um acidente no país. As ferramentas da empresa para recuperar dados de emergência ainda não haviam sido divulgadas, então as autoridades holandesas não podiam fazer nada além de acreditar na Tesla quando ela alegou que o Autopilot não estava em uso antes da colisão.

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Os veículos armazenam todo tipo de informação sobre o funcionamento do carro e seus diversos sistemas de assistência ao motorista, como velocidade, ângulo do volante e funcionamento dos sistemas de direção autônoma. Estes dados são uma mina de ouro para analistas de acidentes de trânsito, disse Francis Hoogendijk, da NFI.

A própria Tesla tem acesso a todos esses dados para melhorar seus produtos ou corrigir bugs. O Judiciário também pode ter acesso, mas apenas por meio de intimação, e então apenas os dados solicitados são fornecidos. “Você não pode solicitar o que você não sabe, então é útil que agora saibamos quais outras informações estão armazenadas”, disse Hoogendijk. “Analisamos completamente o funcionamento do sistema de registro, entre outras coisas, verificando o software detalhadamente.”

De acordo com o NFI, os arquivos de log esclarecem a influência dos sistemas de assistência ao motorista em caso de acidentes. O registro de velocidade também é superpreciso – os desvios eram de menos de 1 quilômetro por hora.

A NFI publicou suas descobertas em uma conferência para analistas de tráfego para que as informações também possam ser usadas no exterior.

Com agências de notícias internacionais

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