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Países ricos são maiores alvos de crimes cibernéticos

Relatório aponta como motivo renda mais alta da população infraestrutura tecnológica mais avançada e maior digitalização
Da Redação
27/05/2020
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O estudo “Cyber ​​Risk Index”, da NordVPN, lançado nesta quarta-feira, 27, revela que os países desenvolvidos são alvos maiores de crimes cibernéticos. Ao analisar 50 países, a empresa descobriu também que as pessoas desses países são mais propensas a se tornarem vítimas de cibercrimes.

Em sua pesquisa, a NordVPN cita quatro razões pelas quais esses países são mais vulneráveis ​​ao cibercrime: são economias de renda mais alta; têm infraestrutura tecnológica mais avançada; maior urbanização e maior digitalização. Além disso, são países que têm maior mobilidade combinada com maior taxa de criminalidade geral, o que aumenta o risco cibernético.

No entanto, o relatório também classificou os países em fatores específicos, como população urbana, salário médio, penetração da internet, penetração de smartphones, disponibilidade pública de redes Wi-Fi, penetração do Facebook e do Instagram.

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Entre os países de maior risco, a Islândia estava no topo, seguida pela Suécia, Emirados Árabes Unidos, Noruega e Estados Unidos. A Suécia ocupou o primeiro lugar porque teve a pontuação mais alta entre todos os países analisados ​​em penetração da internet, smartphones e Instagram. Também ficou em segundo lugar na penetração do Facebook, em terceiro na população urbana e em segundo no maior salário médio mensal.

“Os cibercriminosos não procuram vítimas, procuram oportunidades, como batedores de carteira em lugares lotados”, disse Daniel Markuson, especialista em privacidade digital da NordVPN, em comunicado à imprensa. “Gaste tempo suficiente em um ônibus lotado e um batedor de carteiras ‘acidentalmente’ esbarra em você. É a mesma história online. Seu risco cibernético aumenta a cada hora extra online.”

Comparando dois países, os Estados Unidos e o Reino Unido, constatou que ambos estavam entre os dez melhores em risco cibernético. Mas os EUA ficaram em quinto lugar, enquanto o Reino Unido ficou em décimo. Ambas as nações compartilham certos fatores de risco, como nível de urbanização, porcentagem de pessoas que usam o Facebook ou Instagram e índice de criminalidade. Porém, os EUA correm um risco maior de cibercrime devido a um salário médio mensal mais alto, maior densidade de redes Wi-Fi público e maior uso de smartphones.

Observando os dados por continente, o norte da Europa foi classificado como a região mais perigosa para o cibercrime, com a América do Norte em segundo lugar. Nas duas regiões, mais de nove em cada dez pessoas usam a Internet, oito em cada dez fazem compras online e sete em cada dez usam o Facebook — fatores que levam a maior exposição a ameaças cibernéticas.

Entre os países de menor risco, a Índia foi considerada a mais segura, seguida pela Nigéria, Iraque, Indonésia e África do Sul. A Índia conquistou o seu lugar porque apenas uma em cada três pessoas usa a internet, menos de uma em cada quatro usa smartphones, apenas cerca de 6% usa o Instagram e apenas 34% da população vive em áreas urbanas.

A América Latina e o Brasil não fizeram parte da pesquisa. A NordVPN desenvolveu o Cyber ​​Risk Index com a empresa de pesquisa Statista em três etapas separadas. Primeiro, a Statista coletou dados socioeconômicos, digitais, cibernéticos e criminais de 50 países selecionados. Depois, a NordVPN analisou o impacto positivo e negativo dos dados no risco cibernético e calculou a correlação entre os três primeiros conjuntos de dados (socioeconômico, digital, cibernético) e o quarto (crime).

Por último, o NordVPN reduziu os dados para os 14 fatores mais significativos, especificamente população urbana, salário médio mensal, turismo, penetração na internet, penetração de smartphones, tempo gasto na internet, penetração de comércio eletrônico, penetração de jogos online, vídeo sob demanda penetração, disponibilidade pública de redes Wi-Fi, penetração do Facebook, penetração do Instagram, índice de crimes e índice global de segurança cibernética.

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