army-60701_1280.jpg

Otan realiza exercícios para combater ciberameaças a países membros

Da Redação
16/11/2020
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

O comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), maior força militar do mundo, deu início a um grande exercício de ciberdefesa, denominado Cyber ​​Coalition 20, nesta segunda-feira, 16, com demonstrações de defesas de redes de computadores.

A operação anual, realizada virtualmente este ano em razão da pandemia de covid -19, envolve cerca de mil pessoas de 25 países membros da Otan, além de quatro nações parceiras e da União Europeia.

O exercício, que tem duração de uma semana, visa testar os processos de tomada de decisão, procedimentos técnicos e operacionais, colaboração e capacidades da Otan e de ciberdefesa nacionais, disse o comando da Otan em um comunicado nesta segunda-feira, 16.

O objetivo dos testes é fortalecer a capacidade da aliança militar de deter, defender e combater ameaças no e através do ciberespaço. Os exercícios testam respostas em tempo real a incidentes, incluindo violações de redes classificadas, interrupção de sistemas de comunicação em infraestruturas críticas e espionagem usando aplicativos de smartphone.

“A defesa cibernética faz parte da defesa coletiva”, disse o comandante da Marinha dos EUA, Robert Buckles, coordenador dos exercícios, disse no comunicado. “A Cyber ​​Coalition 20 prova a capacidade da Otan de se adaptar e conter qualquer ameaça cibernética, mesmo durante uma pandemia como a covid-19.”

Veja isso
OTAN diz que proposta de nova internet da China põe em risco segurança
Otan condena ataques cibernéticos em meio à pandemia

Em 2014, a Otan acrescentou a segurança cibernética ao seu domínio operacional e o compromisso de defesa coletiva, e criou um Centro de Operações do Ciberespaço para proteger os países membros de ataques cibernéticos.

Embora o estatuto de defesa coletiva da carta da Otan seja geralmente interpretado como o reconhecimento de um ataque armado a um membro da aliança, o secretário adjunto Mircea Geoana disse em setembro que um ataque cibernético militar a um país se qualifica como causa para todas as nações da Otan virem em seu auxílio.

“Concordamos que um ataque cibernético poderia desencadear o artigo 5 do nosso tratado de fundação, em um ataque contra um aliado é tratado como um ataque contra todos”, disse Geoana na época em uma conferência virtual do CyberSec, conferência anual de políticas públicas patrocinada pela Instituto Kosciusko da Cracóvia, na Polônia.

A operação da Otan não acontece por acaso. Em julho, por exemplo, hackers invadiram o site da Academia Polonesa de Estudos de Guerra e publicaram mensagem, com crédito para o comandante do órgão, a qual exortava os soldados a lutarem contra a “ocupação americana”. No ano passado, hackers conseguiram acesso ao CMS de um site de notícias da Lituânia e publicaram um artigo falso que dizia que soldados alemães haviam profanado um cemitério judeu.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest