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ONU vincula Coreia do Norte a roubo de US$ 281 mi de bolsa de criptomoedas

Ciberataque a uma bolsa de criptomoedas em setembro do ano passado é atribuído a hackers norte-coreanos
Da Redação
12/02/2021
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Um relatório da Organização Nações Unidas (ONU) ao Conselho de Segurança, ao qual a Reuters teve acesso, “sugere fortemente” que hackers ligados ao governo da Coreia do Norte estiveram envolvidos no ataque cibernético à bolsa de criptomoedas KuCoin em setembro do ano passado.

O ataque resultou no roubo de US$ 281 milhões em criptomoedas da empresa, que tem sede em Cingapura, embora o CEO da KuCoin, Johnny Lyu, posteriormente tenha revelado que US$ 204 milhões foram recuperados na semana seguinte.

Ele também alegou na época que os investigadores revelaram a identidade dos invasores, embora não tenha divulgado a identidade dos cibercriminosos. “Uma análise preliminar, baseada nos vetores de ataque e esforços subsequentes para lavar o dinheiro, sugere fortemente ligações com a República Popular Democrática da Coreia”, disse a ONU, sem nomear a KuCoin.

A ONU disse que os registros de Blockchain revelaram que os mesmos invasores estavam por trás de outro ataque, de US$ 23 milhões, ocorrido em outubro, de acordo com a agência de notícias.

Os hackers aparentemente tentaram contornar as plataformas de negociação de criptomoedas maiores, que dispararam o alarme, usando “corretoras” que facilitam o câmbio de criptomoeda de pessoa para pessoa.

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“De acordo com fontes familiarizadas com ambos os hacks, os invasores exploraram protocolos ‘defi’, ou seja, contratos inteligentes que facilitam transações automatizadas”, afirmou a ONU.

O ataque certamente se encaixa no modelo operativo de hackers apoiados pelo estado norte-coreano. Em 2019, um relatório da ONU afirmou que o regime de Kim Jong-un havia roubado até US$ 2 bilhões de bancos e de operações de câmbio de criptomoedas para seu programa de armas de destruição em massa. Como pária internacional, as condições de a Coreia do Norte de obter esse tipo de financiamento não são fáceis para o regime.

O relatório da ONU afirma que ataques cibernéticos, incluindo roubo de criptomoedas, podem “gerar receita de maneira mais difícil de ser rastreada e sujeita a menos supervisão, além de o câmbio de criptomoeda ser menos regulamentado do que o setor bancário tradicional”.

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