Onda de ataques atinge sites do governo russo, diz ministério

Sites do governo russo e da mídia estatal enfrentam uma onda “sem precedentes” de ataques de hackers, segundo o órgão governamental
Da Redação
17/03/2022

Sites do governo russo e da mídia estatal enfrentam uma onda “sem precedentes” de ataques de hackers, disse o governo russo nesta quinta-feira, 17, levando os órgãos reguladores do país passarem a filtrar o tráfego vindo do exterior. 

Em um comunicado, o Ministério do Desenvolvimento Digital e Comunicações da Rússia disse que os ciberataques foram ao menos duas vezes mais poderosos do que os anteriores. O órgão não detalhou quais medidas de filtragem foram implementadas, mas, no passado, isso muitas vezes significava barrar sites do governo russo para usuários no exterior.

“Estamos registrando ataques sem precedentes nos sites das autoridades governamentais”, diz o comunicado, segundo o The Washington Post. “Se a capacidade deles nos horários de pico atingiu 500 GB antes, agora é de até 1 TB. Ou seja, duas a três vezes mais potentes do que os incidentes mais graves desse tipo registrados anteriormente.”

Na noite de quarta-feira, 16, o site do Ministério de Emergências da Rússia foi totalmente desfigurado por hackers, que alteraram seu conteúdo. O hack substituiu a linha direta do departamento por um número para os soldados russos ligarem se quiserem desertar do exército — sob o título “Volte da Ucrânia vivo”.

As principais notícias na primeira página do ministério foram alteradas para “Não acredite na mídia russa — eles mentem” e “O padrão na Rússia está próximo”, juntamente com um link que oferece “informações completas sobre a guerra na Ucrânia”.

Também na quarta-feira, insultos dirigidos ao presidente Vladimir Putin e aos russos sobre a situação na Ucrânia foram adicionados a dezenas de sites judiciais russos.

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As recentes leis russas contra a divulgação de “notícias falsas sobre os militares”, o uso das palavras “guerra” ou “invasão” para descrever o que o Kremlin chama de “operação militar especial na Ucrânia” punem com pesadas multas e anos de prisão as pessoas que as desrespeitarem.

Poucos dias depois de a Rússia começar seu ataque à Ucrânia, a agência de notícias estatal Tass foi hackeada e desfigurada com um anúncio pedindo às pessoas que “tomassem as ruas contra a guerra”. Além disso, o principal portal de serviços públicos do país, o Gosuslugi, sofreu mais de 50 ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS), segundo admitiu o Ministério das Comunicações da Rússia em 26 de fevereiro.

No início de março, vários outros sites foram invadidos, incluindo o do Ministério da Cultura, do Serviço Penitenciário Federal e do órgão regulador da internet, o Roskomnadzor.

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