Oito conselhos para quem compra pela internet

Paulo Brito
23/09/2017
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Desde que apareceu, o comércio eletrônico atraiu de grandes varejistas a pessoas físicas. Todos se aproveitam das vantagens da Internet, por onde é possível alcançar clientes distantes e oferecer a comodidade da compra em qualquer horário. Mas nem todos os interessados no e-commerce conseguem responder com propriedade perguntas relacionadas à segurança dos dados que pedem aos clientes, afirma Marcus Almeida, gerente da McAfee para o segmento de pequenas e médias empresas.

Ele pondera que as informações como logins e senhas, assim como números de cartões de crédito, são sempre valiosos para os cibercriminosos: “Essas informações são vendidas na dark web e podem render um bom dinheiro a quem conseguir roubá-las. De posse delas, os criminosos podem efetuar compras usando os dados daquelas pessoas. Por esse motivo, as redes de varejo e os sites de compras são alvos constantes de ciberataques”, explica.

 

Facilidade

Atualmente, acrescenta Almeida, é bastante fácil criar um e-commerce: “Qualquer pessoa pode obter até de graça o serviço de uma plataforma e iniciar sua loja virtual. A partir daí, geralmente achamos que se contratamos um serviço de tecnologia ele deve se responsabilizar por tudo, mas isso não é verdade. Os dados são de responsabilidade da empresa e não de quem os está armazenando. A plataforma é responsável por manter a estrutura em funcionamento, mas os dados que trafegam por lá precisam ser devidamente protegidos”, observa.

O gerente da McAfee assinala que muitas vezes os dados ficam armazenados sem nenhuma proteção, juntamente com sistemas desatualizados, o que torna a tarefa de extração deles relativamente fácil: “Na falta de proteção adequada, uma pessoa mal intencionada com acesso à tecnologia consegue roubar dados sem muito esforço. Vale ressaltar também que a falta de monitoramento e de transações seguras torna essa tarefa ainda menos complicada. Não faz muito tempo um malware instalado numa rede de varejo americana vazou os dados de milhões de consumidores. Existe uma preocupação em proteger servidores e datacenters, porém, ainda existe certa negligência no tratamento dos dados dentro da empresa”, comenta Almeida. “Ao escolher determinada loja, o cliente está confiando no fornecedor, mas se souber que os seus dados foram roubados e usados em fraudes jamais voltará a comprar ali. Um incidente cibernético pode afetar a reputação da empresa de forma irreversível”, afirma.

Ele tem oito conselhos para os consumidores que compram pela internet:

  1. não aceite que a loja ou serviço online guarde os dados de seu cartão
  2. informe-se da reputação do site
  3. verifique se ele tem o sinal de site seguro (cadeado)
  4. opte pelo uso de cartões virtuais
  5. não use computadores de estranhos
  6. não faça compras nem transações bancárias usando redes públicas (shoppings, cafés, aeroportos, hotéis, etc)
  7. tenha sempre uma solução de proteção em todos os seus dispositivos e
  8. monitore as movimentações de seus cartões por email, SMS ou aplicativo

 

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