OEA e Cisco propõem ações para formar profissionais de cyber

Entre as ações propostas, destaca-se o incentivo às vocações científicas entre crianças e jovens, fomentando a alfabetização digital e o acesso à oferta educacional e de trabalho
Da Redação
27/11/2022

A Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Cisco divulgaram o relatório “Desenvolvimento da Força de Trabalho de Cibersegurança na era de escassez de talento e habilidades” que aborda a problemática decorrente da falta de profissionais no setor, o que coloca em risco a segurança cibernética dos países da América Latina.

O relatório, que inclui uma apresentação sobre o contexto atual da cibersegurança, propõe uma série de soluções para que as múltiplas partes interessadas passem para ação, com objetivo de promover o desenvolvimento da força de trabalho e ajudar a resolver o problema da escassez de mão-de-obra em cibersegurança. 

Entre as soluções propostas estão: 

  • Educação em temas digitais para crianças e jovens; 
  • Acesso a programas de formação; 
  • Clareza das posições e responsabilidades para desenvolver a força de trabalho; 
  • Criação e implementação de estratégias nacionais e planos de ação dos governos como fundamento chave para impulsionar o desenvolvimento de talento em cibersegurança, como parte das agendas nacionais nos países da América Latina.

A partir de uma análise detalhada do mercado de trabalho em cibersegurança, o relatório aponta as causas do gap de talentos através de três perspectivas. Em relação à oferta, investiga as razões pelas quais não há vocações suficientes em cibersegurança, seja relacionada com a falta de informação, ou com informações confusas e contraditórias das que já existem. No que diz respeito à demanda, aprofunda sobre como as organizações, tanto públicas como privadas, podem reduzir a necessidade de profissionais a partir de investimentos na requalificação de seus funcionários, por exemplo. Pela perspectiva dos governos, que são os responsáveis por promover iniciativas que dinamizam o mercado de trabalho em cibersegurança, aponta a necessidade de incluir iniciativas específicas para o setor em suas estratégias nacionais e marcos regulatórios.

A secretária executiva do Comitê Interamericano contra o Terrorismo da OEA, Alison Treppel, afirmou que “este relatório irá, sem dúvida, contribuir para reforçar as capacidades de cibersegurança na região, em um momento em que a América Latina e o Caribe aparecem como alvo prioritário dos cibercriminosos”. 

Segundo ela, para reforçar o ecossistema de segurança cibernética, é necessário trabalhar de uma forma abrangente e coordenada no desenvolvimento da força de trabalho. “Para tal, todas as partes interessadas devem trabalhar em conjunto para enfrentar os desafios de forma colaborativa a fim de apresentar soluções viáveis e sustentáveis.”

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Para Mario de la Cruz, diretor de Assuntos Governamentais da Cisco América Latina, “as capacidades, ferramentas e oportunidades que a América Latina tem para consolidar o seu crescimento econômico, reduzir os gaps e criar inclusão passam inevitavelmente pela transformação digital, o que não pode acontecer sem a existência de bases sólidas de cibersegurança em todos os níveis da população: desde a alfabetização digital até ao combate mais avançado contra as ameaças digitais”. “Precisamos criar esses talentos.”

A publicação do estudo faz parte do acordo de cooperação entre a OEA e a Cisco para criar os Conselhos de Inovação de Cibersegurança, uma iniciativa que reúne líderes de setores público e privado, sociedade civil e academia para promover a inovação, sensibilizar e divulgar as melhores práticas de segurança cibernética na América Latina.

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