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Número de registros de governos vazados cresce 278% no 1º tri

Da Redação
15/04/2020
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Levantamento revela o vazamento de 17 milhões de registros governamentais somente no período de janeiro a março deste ano

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O número de registros de governos e políticos violados no primeiro trimestre deste ano registrou aumento expressivo, segundo pesquisa da Atlas VPN. O levantamento revela que houve vazamento de 17 milhões de registros governamentais durante o período, o que representa um aumento de 278% na comparação com os primeiros três meses de 2019.

O vazamento incluiu vários casos de alto perfil, que deixaram expostos dados confidenciais de cidadãos. Em março, o governo holandês divulgou a perda de dois discos rígidos externos, cada um contendo informações pessoais de mais de 6,9 ​​milhões de doadores de órgãos. Não se sabe quem foi o responsável e, atualmente, não há evidências de alguém tentando usar as informações.

Em outro caso, os registros de 6,5 milhões de cidadãos israelenses foram vazados em fevereiro e, no mesmo mês, o governo de Quebec, no Canadá, admitiu uma violação de dados que potencialmente expôs os registros de 360 mil professores.

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As descobertas servem como um alerta para governos em todo o mundo. A diretora de operações (COO) da Atlas VPN, Rachel Welsh, observa que os hackers estão sempre procurando redes que não implementaram as mais recentes medidas de segurança cibernética. “Este ano, acontece que sites e aplicativos governamentais tiveram muitas vulnerabilidades de segurança. É lamentável ver que os governos não investem na proteção de suas redes da melhor maneira possível, pois são responsáveis ​​pelos dados de seus cidadãos”, disse ela em entrevista a Infosecurity.

O relatório também revela que malware, phishing, sistemas de comando e controle (C&C) foram os tipos mais comuns de ataques cibernéticos registrados em março. O malware foi o método mais comum usado por hackers para interceptar dispositivos, totalizando 80 mil tentativas em todo o mundo, representando 53% de todos os ataques cibernéticos no mês passado. A Atlas acrescenta que o número real de violações de dados de governos no período de janeiro a março pode ser “exponencialmente maior”, com muitas exposições não reveladas até alguns meses depois. Isso é ainda mais provável à luz do aumento da atividade de hackers relacionados à pandemia de covid-19.

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