NSA espionou empresas de defesa escandinavas por vários anos

O objetivo da operação era, supostamente, obter informações para os concorrentes norte-americanos no ramo de aviação de caça
Da Redação
16/11/2020
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A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), com a participação do serviço de inteligência dinamarquês, espionou empresas de defesa dinamarquesas e suecas, afirmou o noticiário da emissora pública dinamarquesa Danmarks Radio. A operação teria durado de 2012 a 2014, quando a Dinamarca comprou novos aviões de combate.

Segundo uma das fontes da inteligência dinamarquesa (FE) ouvidas pela Danmarks Radio, a NSA estava interessada, entre outros fabricantes, na empresa sueca Saab, que produz os caças Gripen. Os americanos teriam conseguido acesso a cabos de fibra óptica e a um centro de dados na ilha dinamarquesa de Amager, para espionar o tráfego de dados de vários países do norte da Europa.

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Aquisições do Brasil
O Brasil adquiriu da Saab 36 aeronaves Gripen. Segundo a Saab, esse projeto começou em 2013, quando a empresa venceu a concorrência do Programa F-X2, destinada à substituição da frota de aeronaves de caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Em outubro de 2014, foi firmado o contrato com o governo brasileiro para o desenvolvimento e a produção de 36 aeronaves. Em 2026, o último caça será entregue à FAB. O acordo com o fabricante inclui transferência de tecnologia que deverá capacitar o Brasil a desenvolver, produzir e manter caças supersônicos.

A NSA supostamente usou para isso a tecnologia de rastreamento XKeyscore, divulgada em 2013 por Edward Snowden. O sistema permite ler grandes quantidades de dados em cabos de fibra ótica na busca de palavras-chave, como, por exemplo, nomes de pessoas.

Segundo o noticiário da rádio, entre 2012 e 2014 a Dinamarca adquiriu novos aviões militares. Nessa época, a NSA estava conduzindo uma operação de interceptação de dados na Saab. No entanto, a Danmarks Radio não foi capaz de fornecer qualquer evidência de que os dois eventos estão relacionados. O fato é que a Dinamarca adquiriu 27 caças F-35 americanos.

A operação de espionagem ilegal foi descoberta quando um funcionário da FE descobriu que a NSA estava usando a cooperação Dinamarca-EUA para conduzir as negociações dos caças. Como resultado, cinco pessoas da diretoria da FE foram demitidas, informou a rádio.

Além da Saab, a NSA teria monitorado o Ministério de Relações Exteriores e o das Finanças dinamarqueses, bem como a empresa de defesa dinamarquesa Terma, de acordo com noticiário da emissora norueguesa Norsk Kringkasting. O objetivo da operação de espionagem era supostamente obter informações sobre os concorrentes dos norte-americanos no fornecimento de caças e sobre os processos associados à compra de aeronaves militares pelos países escandinavos. Em 2016, a Noruega comprou 52 caças F-35 americanos.

Com agências internacionais

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