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Microsoft diz que análise do Skype é feita em ‘instalações seguras’

Da Redação
13/01/2020
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Um ex-contratado de empresa terceirizada afirma que havia pouca segurança para proteger gravações de chamadas de clientes

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A Microsoft afirma que agora as chamadas feitas pelo Skype são transcritas e analisadas em “instalações seguras em um pequeno número de países”, após reportagem no The Guardian sobre o uso de empresas terceirizadas na China para monitorar a qualidade de algumas chamadas e garantir que aplicativo de mensagens e videochamadas esteja funcionando corretamente.

A empresa confirmou ao site The Verge que a China não é atualmente um dos países onde a transcrição e análise das chamadas ocorrem.

Um ex-funcionário de uma prestadora de serviços terceirizados, residente em Pequim, disse ao diário britânico que transcreveu chamadas pelo Skype com pouca proteção à segurança cibernética contra possíveis interferências do governo chinês. O ex-funcionário, que pediu para não ser identificado, disse ao Guardian que analisou milhares de gravações de áudio do Skype e Cortana em seu laptop pessoal, em sua casa, por um período de dois anos.

As pessoas que fizeram parte do processo de revisão acessaram gravações por meio de um aplicativo em um navegador Chrome na China. Houve pouca inspeção dos funcionários e nenhuma medida de segurança para proteger as gravações de áudio contra interferências estatais ou criminosas, de acordo com o Guardian.

O ex-funcionário disse que ouviu “todo tipo de conversas” enquanto fazia a transcrição. “Parece um pouco louco agora, depois de me educar sobre segurança da computação, que eles me deram a URL, um nome de usuário e uma senha enviados por e-mail.”

Um porta-voz da Microsoft disse por e-mail ao The Verge que “se houver comportamento questionável ou possível violação de um de nossos fornecedores de serviços, investigaremos e tomaremos as medidas cabíveis”. Os “trechos” de áudio que os contratados revisam são de dez segundos ou menos, de acordo com ele, “e ninguém revisando esses trechos teria acesso a conversas mais longas”.

“Sempre divulgamos isso aos clientes e operamos com os mais altos padrões de privacidade estabelecidos em lei, como a GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados) da Europa”, acrescentou o porta-voz.

A existência do programa de transcrição do Skype foi detalhada em um relatório da Motherboard em agosto do ano passado. Embora os termos de serviço do Skype tenham indicado na época em que a empresa analisou o áudio da chamada, esta foi a primeira reportagem mostrando o quanto da análise é feita por humanos. E, diferentemente dos concorrentes que afirmam que encerram a prática de fazer a transcrição por humanos, a Microsoft continuou a prática, aparentemente atualizando sua política de privacidade para admitir que estava fazendo isso.

A Microsoft diz que revisou seus processos e comunicações com os clientes. “Como resultado, atualizamos nossa declaração de privacidade para ficar ainda mais claro sobre esse trabalho e, desde então, aprimoramos significativamente o processo, inclusive movendo essas avaliações para instalações seguras em um pequeno número de países”, afirmou a empresa em declaração ao The Verge.

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