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Mexicano vendia e operava ferramentas de espionagem

Da Redação
18/02/2022

O empresário mexicano Carlos Guerrero se declarou culpado num tribunal federal da Califórnia, admitindo que conspirou para vender e usar ferramentas de invasão digital fabricadas por empresas privadas na Itália, Israel e outros países. O julgamento foi na útima terça-feira, dia 15 de fevereiro de 2022. De acordo com documentos judiciais, Guerrero possuía e operava um consórcio de empresas americanas e mexicanas e intermediava vendas de ferramentas de interceptação e vigilância para clientes do governo mexicano, bem como clientes privados e comerciais. Em 2014 e 2015, Guerrero trabalhou principalmente com uma empresa italiana que vendia dispositivos de hackers e ferramentas de geolocalização. Por meio de relacionamentos desenvolvidos sob a direção de Guerrero, a sua empresa posteriormente intermediou a venda de dispositivos de interceptação e serviços de monitoramento ilegal fabricados por empresas israelenses e de outros países.

Em 2016 e 2017, por exemplo, Guerrero comercializou bloqueadores de sinal, ferramentas de interceptação de Wi-Fi, captadores de IMSI (números de celulares) com a capacidade de hackear mensagens do WhatsApp para clientes em potencial nos EUA e no México. Guerrero admitiu saber que, em alguns casos, seus clientes do governo mexicano pretendiam usar o equipamento de interceptação para fins políticos, e não para fins legítimos de aplicação da lei. Em um caso, ele conscientemente conseguiu que um prefeito mexicano obtivesse acesso não autorizado às contas do Twitter, Hotmail e iCloud de um rival político. Guerrero também admitiu que as ferramentas e tecnologias de hackers que ele negociou seriam usadas para fins comerciais e pessoais por clientes privados.

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Por exemplo, o próprio Guerrero usou o equipamento para interceptar as chamadas telefônicas de um rival dos EUA enquanto o rival estava no sul da Califórnia e no México, e a empresa de Guerrero conseguiu que uma grande empresa mexicana interceptasse as contas de telefone e e-mail de uma empresa de vendas com sede na Flórida, em troca de aproximadamente US$ 25.000.

Com agências de notícias internacionais

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