Menos de 1% dos celulares no Brasil tem proteção eficiente

Especialista diz que 99% dos aplicativos baixados pelos usuários de smartphone solicitam autorizações e permissões que não são necessárias
Da Redação
07/05/2021
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Menos de 1% dos celulares têm proteção eficiente no Brasil, e a telefonia criptografada é quase desconhecida no país, de acordo com levantamento feito pela Citadel Brasil, subsidiária da empresa israelense de mesmo nome especializada em tecnologia de defesa. Além disso, 99% dos aplicativos baixados pelos usuários de smartphone solicitam autorizações e permissões que não são necessárias que não são necessárias para o seu funcionamento, segundo a empresa. 

“A cada clique que permite acesso à agenda de contatos, galeria de imagens ou localização, o usuário já está permitindo um ataque”, diz Augusto Schmoisman, especialista em defesa cibernética e CEO da Citadel Brasil. Ele observa que smartphone sem uma boa criptografia é “como morar em uma casa de vidro”. 

A invasão a um celular permite ao hacker acompanhar cada movimento e comportamento da vítima, obtendo muito mais dados e informações do que as pessoas podem imaginar. “O tempo médio para alguém tomar consciência de que está sendo monitorado é de aproximadamente seis meses, algo absurdo, se pensarmos na quantidade de informações que um criminoso terá reunido no período. Até a vítima perceber, o estrago já foi feito”, explica o especialista. 

A criptografia é a prática de codificar dados por meio da aplicação de algoritmos, fazendo com que as informações do aparelho não tenham mais seu formato original, bloqueando os arquivos, dados e qualquer tentativa de acesso que não seja o usuário ou destinatário da informação. Para criptografar uma mensagem, por exemplo, é necessária uma chave certa para decodificá-la. “A criptografia transforma informações em códigos, é como se o usuário estivesse enviando mensagens secretas. Infelizmente e perigosamente, aqui, não há muitas empresas que prestam esse serviço, e o assunto ainda é desconhecido pela maioria das pessoas”, diz Schmoisman.

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 O especialista explica ainda que existem aplicativos maliciosos que, uma vez instalados por meio da engenharia social, podem capturar e monitorar todas as informações, tornando-se uma porta de entrada para outros sistemas. “É necessário obter detectores de rede que identifiquem ataques com intervenção humana [man-in-the-middle]. Avaliação de aplicativos e detecção de comportamentos maliciosos são extremamente importantes também. Há soluções que oferecem aos administradores de empresas, por exemplo, um painel que mostra a segurança global de todos os celulares da organização, além de uma análise detalhada de cada usuário e avaliação do estado geral de cada dispositivo”, diz. 

Outro grande risco apontado por Schmoisman é conectar o smartphone em redes de Wi-Fi abertas em aeroportos, cafés ou hotéis, uma vez que o compartilhamento permite que o invasor tenha acesso a tudo. “Simples atos podem deixar todo o aparelho vulnerável, possibilitando hackear mensagens de texto, espionar suas redes sociais, rastrear registros de chamadas e contato, rastrear a localização do GPS, histórico de navegação, monitorar e-mails, acessar senhas e muito mais. 

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